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Polícia tenta localizar corpo de bebê queimado; pais e avós presos pela DPCA

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Atualizada às 10h30

Peritos do Instituto Criminalística e policiais da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) fazem buscar na manhã desta terça-feira (22), no povoado Santa Teresa, zona rural de Teresina, para localizar o corpo do bebê que teria sido morto queimado. 

Os pais e os avós foram presos suspeitos de assassinar a criança. A Polícia informou que o bebê teria morrido após um jejum de duas semanas em que a família submeteu todos as pessoas da casa. 

A primeira versão dada pelos pais é de um sequestro em uma praça em Teresina, depois que ele teria caído em um poço, e ontem surgiu a terceira versão de que o bebê foi morto queimado em uma caieira no quintal da casa dos pais.

Atualizada às 8h

A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) prendeu nessa segunda-feira (21), os pais e dois avós do bebê de 1 ano e 9 meses, Wesley Carvalho Ferreira, desaparecido desde o dia 29 de dezembro de 2021 em Teresina. De acordo com o delegado Matheus Zanatta, gerente de Polícia Especializada, a principal hipótese é que a criança tenha sido sacrificada pela família em um ritual. 

“Cumprimos quatro prisões temporárias, sendo o pai e a mãe da criança e também dois avós da criança. Eles já foram interrogados e existem alguns fatos obscuros e controversos que precisam ainda ser esclarecidos”, explica o delegado.

Matheus Zanatta acrescentou ainda que a polícia já descartou o possível sequestro do bebê, alegado pela família, e trabalha na linha de investigação que a família teria matado a criança e depois ateado fogo nela durante um ritual.

Foto: Divulgação/PC-PI

"A Polícia Civil descarta já a hipótese de sequestro dessa criança e trabalha com outras linhas de investigação. Uma dela é que a família da vítima ficou em jejum duas semanas, orando, e depois sacrificou essa criança colocando fogo no seu corpo”, informa.

Com a prisão dos pais e de dois avós do bebê Wesley Carvalho, as investigações continuarão e a polícia deverá fazer uma perícia no possível local onde a criança foi sacrificada.

“As investigações continuam com o intuito de esclarecer a verdade. Iremos fazer perícia no local onde foi indicado que a criança foi morta e sacrificada para trazer elementos técnicos para as investigações”, ressalta Matheus Zanatta.

Foto: Arquivo Pessoal

Wesley Carvalho Ferreira

Suspeita de homicídio e ocultação de cadáver

O delegado Matheus Zanatta havia informado nessa última nesta sexta-feira (18), que a polícia trabalha com a hipótese de homicídio com ocultação de cadáver em relação ao caso do bebê de 1 ano e 9 meses, Wesley Carvalho Ferreira.

A família alegou que a criança teria sido sequestrada na praça da Bandeira, no Centro de Teresina, no dia 29 de dezembro de 2021. Um dos pontos que levantou a suspeita da polícia, é que o Boletim de Ocorrência foi registrado apenas no dia 9 de fevereiro, 42 dias após o suposto sequestro, e foi a tia da criança que registrou a ocorrência. Além disso, nenhum pertence do casal foi levado pelos supostos criminosos.

A família morava em Altos, mas após o desaparecimento da criança se mudou para a cidade de Teresina. A polícia já realizou uma perícia na casa de Altos, para tentar encontrar provas do que pode ter acontecido com a criança, inclusive encontraram várias roupas jogadas em um terreno. Essas roupas foram recolhidas pela perícia.

Entenda o caso

Segundo a denúncia, o suposto sequestro aconteceu no dia 29 de dezembro de 2021, por volta das 9h. A mãe Ângela Valeria Ferreira Ferro, de 21 anos, o bebê Wesley e o pai da criança estavam sentados em um banco da Praça da Bandeira quando teriam sido abordados por dois homens armados.

Ângela afirmou para a irmã Socorro Ferreira, que os homens se aproximaram e pediram a criança.  "Ela disse que eles já chegaram dizendo: 'Passa a criança senão a gente vai atirar em vocês três'. Neste momento, ela disse que viu a arma e entregou o filho. A dupla saiu caminhando e pediu para eles não fazerem nenhum movimento, senão iriam atirar neles", afirmou Socorro.

Após o ocorrido, mãe e pai da criança mudaram de endereço e não falaram para ninguém do que tinha acontecido, afirmando que tinham medo de represálias. A mãe da criança só procurou a polícia após incentivo da irmã.

"Eu estava sem ter contato com ela há quase dois meses. Fui na casa onde ela morava com o filho e o esposo e ao chegar lá percebi que a casa estava abandonada. Então, fui conversar com vizinhos e descobri onde ela estava atualmente. Queria visitar ela para ver a criança e levar ele para passar uns dias comigo, junto com ela", informou Socorro ao Cidadeverde.com.

 

Rebeca Lima
[email protected]

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