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Jogadora piauiense na Ucrânia enfrenta 28 horas de trem para deixar o país

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Foto: Reprodução/Instagram

A jogadora de futebol piauiense Kedma Laryssa, de 20 anos, segue em deslocamento para deixar a Ucrânia. A piauiense, que está em um grupo com outras duas brasileiras, uma de São Paulo e outra do Espírito Santo, desembarcou na cidade de Lviv neste sábado (05), após mais de 28 horas de viagem de trem. 

"Ela me disse que está muito cansada. Saíram de Kryvyi Rih ontem pela manhã e só chegaram hoje. Foram mais de 28 horas de viagem e ela não está trazendo praticamente nada, só a roupa do corpo", destacou Lúcia Santos, mãe de Kedma Laryssa. 

Em Lviv, a piauiense encontrou com os representantes da embaixada brasileira que devem ajudá-la a cruzar a fronteira da Polônia. 

"Amanhã (06) ela chega na Polônia e vão ter um posicionamento quanto à saída do país e o embarque de volta ao Brasil. Em Lviv, ela e as colegas estão hospedadas em um hotel com o pessoal da embaixada", relatou Lúcia Santos. 

Kedma e a mãe conversaram por videochamada e a piauiense tranquilizou a mãe dizendo que a viagem foi tranquila e que não teve nenhum susto. "Só disse que foi uma viagem cansativa porque no trem o espaço era muito pequeno", completou a mãe de Kedma. 

Kedma Laryssa atua no time Kryvbas Women, na cidade de Kryvyi Rih, que está localizada no Sudeste da Ucrânia. Ela se mudou para o país em agosto de 2021, após sair do  Tiradentes. 

Mãe relata angústia

Familiares da jogadora piauiense continuam apreensivos e aguardando o retorno da atleta em segurança. A mãe reforça o apelo para que a filha possa deixar a região do conflito armado e chegar ao Piauí. 

Em meio ao conflito, Kedma tem utilizado as redes sociais para se comunicar diariamente com a mãe, através de mensagens e videochamadas. 

“Ela liga de manhã, me manda mensagem quando acorda. Ela tenta falar comigo o tempo todo para mostrar que está bem”, contou Lúcia Santos. 

Kedma esteve no Piauí no final do ano passado, quando comemorou o Natal ao lado de familiares. A jogadora retornou para a Ucrânia no início do dia 13 de janeiro, ainda sem imaginar que estava prestes a vivenciar os temores de um conflito armado na região. 

 

 

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Nataniel Lima
[email protected] 

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