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Impedido de competir, procurador do MPT diz que Flamengo do Piauí vive gestão caótica

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Impedido judicialmente de participar de competições oficiais, o Flamengo do Piauí protagoniza uma crise financeira e de gestão sem precedentes. O procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MTP), Edno Moura, classificou a situação do rubro negro piauiense como caótica. Só de dívidas com os jogadores, o valor chega a R$ 1,3 milhão.

Na segunda-feira (11), o MPT interviu no caso Flamengo do Piauí e conseguiu que o clube quitasse uma parte da dívida com os atletas, com pagamento no valor de um salário mínimo e também as passagens para que os jogadores retornassem para seus estados de origem. 

“A situação do Flamengo já vem de muito tempo, tem um passivo muito grande e tem uma gestão que tem mostrado sinal de caos, por isso situação se arrasta desde há algum tempo. Eu lembro a vocês que o estatuto do trabalho, antes de iniciar o campeonato Piauiense, requereu que o Flamengo fosse proibido de participar do campeonato, ou seja, já antevendo o que poderia acontecer com a participação do clube, pois a situação administrativa financeira do Flamengo é bastante caótica. Infelizmente houve uma decisão judicial que permitiu o clube participar, que acabou resultado nessa situação que nos deparamos”, afirmou.

Foto: Divulgação/ FlamengoEC

Para o procurador, o clube pode acabar chegando a sua extinção, se não conseguir resolver todos os problemas que atualmente enfrenta. “O flamengo, se não houver uma reestruturação, uma mudança muito profunda de gestão, esse clube, a tendência é a sua extinção sim”, alertou.

Atualmente o clube está impedido de participar de competições, e só deve jogar na segunda rodada do campeonato piauiense no segundo semestre em 2023, se conseguir resolver seus atuais problemas trabalhistas.

"Nesse momento o Flamengo está impedido. A decisão judicial que havia liberado para o time disputar o Campeonato Piauiense foi cassada. Ela foi derrubada no curso do campeonato, lá pela 11ª rodada. Obviamente, como foi dada no curso do campeonato, o Ministério Público do Trabalho resolveu deixar a competição seguir para que não provocasse um trauma muitos maior. Hoje, a decisão que permitia o time participar de competições caiu", explica o procurador.

Edno Moura afirmou que no momento, é difícil enxergar o clube saindo dessa dificuldade financeira, já que enfrenta ações judiciais de cunho coletivo, além de dívidas com seus atletas de até R$ 1,3 milhão. Todos esses problemas apenas com a Justiça do Trabalho.

“Se a gente examina o cenário, a gente não vê de imediato uma solução, pois é um clube que não tem se quer um patrimônio, se dificulta muito construir um acordo em cima disso. Nesse momento estamos preocupados ainda com os jogadores do Flamengo que participaram do último campeonato, pois eles receberam apenas um salário mínimo e ainda há uma dívida com esses jogadores, então queremos resolver, fazer o Flamengo pagar pelo menos essa dívida, para depois tratar do passivo que o clube tem com as competições anteriores”, finalizou o procurador-geral do MPT.

Bárbara Rodrigues
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