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UFPI aprova volta das aulas presenciais em 4.480 turmas da graduação

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Foto: Arquivo/Cidadverde.com

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) aprovou, nesta segunda-feira (09), o retorno das atividades acadêmicas presenciais em pelo menos 80% das 5.600 disciplinas de graduação ofertadas pela instituição. A resolução, apreciada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEX), atende uma instrução normativa do Ministério da Economia sobre a volta do trabalho presencial dos servidores federais. 

Como constava na minuta do documento divulgado no final do mês passado, a UFPI exigirá comprovante de vacinação para professores, alunos e técnicos administrativos como regra de biossegurança nesta nova etapa de retomada das atividades presenciais. Além disso, somente 20% das disciplinas poderão ser ofertadas com o uso de tecnologias digitais, inovações tecnológicas e metodologias ativas.

De acordo com o professor Gildásio Guedes, reitor da UFPI e presidente do CEPEX, a maior preocupação na volta às aulas presenciais será garantir a continuidade das ações de assistência estudantil. A apreensão é causada pelos constantes cortes nos orçamento da Universidade.

"Estamos trabalhando para manter os valores cobrados nos RUs [Restaurantes Universitários] e todas as bolsas e auxílios, que possibilitam aos nossos alunos terminar seus cursos. Mesmo com a situação orçamentária sofrendo quedas desde 2015, a prioridade é facilitar a permanência na Universidade daqueles que mais precisam", afirmou o gestor.

Orçamento reduzido

Em entrevista recente, Gildásio Guedes informou que a UFPI estava operando com menos recursos em caixa do que antes do início da pandemia. A preocupação da administração da instituição naquele momento era não conseguir custear despesas básicas, como água e energia. “Vamos ter dificuldade para fechar o ano de 2022”, disse o docente na ocasião.

Segundo o reitor, a Universidade possuía um orçamento de aproximadamente R$ 120 milhões em 2019, último ano antes da suspensão das atividades presenciais em decorrência da crise sanitária. Mesmo com complementação, a instituição de ensino superior estima um défict de pelo menos R$ 10 milhões.

“Temos que encarar a realidade. Tivemos um corte em torno de R$ 20 milhões no ano passado e uma recomposição de R$ 10 milhões em 2022. Ainda faltam R$ 10 milhões para fechar a conta, sem levar em consideração a inflação. São as despesas de custeio que são muito importantes, água, energia, material de consumo que não diminuiu”, frisou o reitor.

O retorno das aulas da graduação na UFPI estão previstas para o próximo dia 20 de junho, como prevê o calendário acadêmico. A resolução com as normativas das disciplinas presenciais e protocolos sanitários ainda será divulgada pela Universidade.

 

 

 

Breno Moreno (Com informações da UFPI)
[email protected]

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