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Glaucoma: saiba como evitar essa doença, a principal causa de cegueira no mundo

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Foto: Freepik


 

Pelo menos, 2,2 bilhões de pessoas no mundo tem uma deficiência visual e quase metade desses casos poderia ser evitada ou não recebeu o tratamento adequado. O dado alarmante faz parte do Relatório Mundial sobre a Visão, publicado em 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda de acordo com a publicação, estima-se que 64 milhões tenham glaucoma, a principal causa de cegueira irreversível no mundo.

 
Esse número preocupante traz o alerta para a importância do diagnóstico precoce. "As campanhas como Maio Verde, que fazem alerta em relação ao glaucoma são importantes para que a população se conscientize e busque o atendimento oftalmológico, especialmente aqueles pacientes que tem casos de glaucoma na família ou tem mais de 40 anos. Pois, só o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar que a doença leve à cegueira", atenta o oftalmologista Fábio Martins.

O glaucoma é uma doença que apresenta alterações no fundo no olho, principalmente no nervo ótico, que provoca perda de visão gradativamente ao longo do tempo. De acordo com o especialista, a maioria dos casos não mostra sintomas e está associada ao aumento da pressão intraocular.

"Em sua forma mais comum, no glaucoma primário, não há sintomas na fase inicial, pois normalmente é alterada a visão periférica. Apenas em estágio avançado, quando o campo de visão já está comprometido, é que o paciente começa a perceber a dificuldade em enxergar", explica Fábio.
 
Geralmente, a versão mais comum do problema aparece a partir dos 40 anos, portanto, casos mais raros podem surgir em qualquer idade.

“É o caso do Glaucoma agudo, que surge de forma rápida com quadro de dor ocular, e o Glaucoma congênito, que pode ser hereditário, e pode aparecer em bebês e crianças, causando o crescimento acelerado dos olhos. Por isso é recomendável que se faça uma avaliação periódica em casos de glaucoma na família”, reforça o oftalmologista.

Ainda de acordo com o médico, o aumento da idade, pessoas com etnia negra e casos de miopia elevada aumentam as chances de desenvolver a doença.
 

Pacientes com Glaucoma podem ter uma vida normal
 
Hoje, as pessoas diagnosticadas com glaucoma podem ter uma vida normal seguindo as orientações médicas.

“Receber um diagnóstico de glaucoma não significa receber uma sentença de que vai ficar cego absolutamente. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado conseguem controlar a evolução da doença de modo que o paciente pode ter uma vida normal. Mas, é importante que ele seja avaliado periodicamente, quando o oftalmologista poderá perceber se a doença está progredindo ou não e daí fazer os ajustes necessários”, esclarece o médico.
 
O oftalmologista ressalta ainda que o tratamento é feito, na maioria das vezes, com o uso de colírios, que possibilitam a redução da pressão do olho.

“Há vários tipos de colírios disponíveis, mas somente o especialista pode identificar o mais adequado. Já em situações em que o colírio não é suficiente, alguns procedimentos à laser ou cirurgia podem ser recomendados. Cada paciente é um caso”.
 
O médico relata ainda que para esse problema não existem formas de prevenção e enfatiza que buscar o oftalmologista regularmente é a única maneira de não chegar ao nível mais grave da doença, que é a cegueira.

“Infelizmente, há muitos casos de pessoas que não sabem que possuem a doença, que vai evoluindo sem nenhum tipo de tratamento. Em outros casos a doença é diagnosticada, mas o tratamento não é feito da forma adequada. Daí a pressão intraocular não é bem controlada, provocando alterações no nervo ótico, e consequentemente, levando à perda da visão”, pontua Fábio Martins.

 


Da Redação
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