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Filha acredita que pai policial matou a mãe por causa de uma pensão de R$ 738,25

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Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Os cinco filhos de Marilena Pereira da Rocha, de 59 anos e do tenente aposentado da Polícia Militar, Pedro José de Oliveira vivem a perplexidade de uma tragédia. No dia 26 de janeiro, Marilene estava andando de bicicleta quando foi abordada pelo ex-marido, o tenente Pedro José que atirou à queima roupa contra a ex-mulher. Desde o assassinato, a família está inconformada. O Cidadeverde.com conversou com a filha de Marilena, Yaslane Oliveira, que afirmou que o pai nunca quis assumir responsabilidade com a família e acredita que a mãe foi morta por causa de uma pensão alimentícia de R$ 738,25.

Na quinta-feira (26) ocorreu a audiência de julgamento e instrução onde foram ouvidas testemunhas. O Ministério Público e a defesa vão ter um prazo para apresentar as alegações finais. Só então a juíza vai poder dar a sentença e decidir se existem provas suficientes contra o acusado para que ele possa ser julgado pelo Tribunal Popular do Júri.

Segundo a família, Mariela e Pedro José foram casados por 19 anos e tem cinco filhos. Eles já estavam separados há 20 anos, mas durante esse período tiveram alguns atritos, principalmente porque ele não aceitava pagar pensão alimentícia. Ela moveu ação na Justiça e conseguiu em dezembro de 2021 o direito de receber R$ 738,25. Segundo o Ministério Público, ela tinha problemas de saúde que a impossibilitava de trabalhar e após essa decisão judicial o acusado decidiu cometer o crime.

“Acreditamos que a motivação do crime foi porque ele nunca aceitou as decisões judiciais. Nunca quis assumir a responsabilidade com a família que tinha”, disse a filha do casal, Yaslane Oliveira.

Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

Fórum de Teresina onde acontece o julgamento

Ela explicou que o pai nunca quis se envolver na criação dos filhos. “Não tinha relação, sempre foram momentos difíceis com ele dentro de casa e já não tínhamos nenhum tipo de contato com ele há mais de 20 anos, até porque ele nunca foi presente e nossa mãe conseguiu suprir os dois papéis”, destacou.

Marilena Pereira tinha medidas protetivas contra José Pereira, pois afirmou no processo que recebia ameaças mesmo estando separada e que tinha sofrido violência física e psicológica durante o casamento. Segundo Yaslane, apesar da situação entre os seus pais, ela não acreditava que ele poderia tirar a vida da sua mãe. “Não, pelo o fato de não termos contato com ele e ela sempre teve medida protetiva contra ele, logo após a separação ela já solicitou. Inclusive, uma renovada recentemente no mês de dezembro”, informou.

Ela explicou que espera que o caso seja encaminhado para o Tribunal Popular do Júri para que o pai seja condenado pelo assassinato. "Estamos aguardando uma resposta positiva da Justiça, pois ele precisa pagar pelo crime que cometeu”, afirmou.

Com a perda mãe, os cinco filhos agora tentam seguir com suas vidas e esperam a condenação do pai. “Estamos tentando seguir sem a presença física dela, essa é uma perca irreparável, mas nossa fé em Deus e amor por ela vão nos confortando e acreditamos que a Justiça vai ser feita”, finalizou. 

Atualmente Pedro José de Oliveira está preso no Presídio Militar do Piauí, aguardando o julgamento.

 

Bárbara Rodrigues
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