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DHPP prende duas mulheres suspeitas da morte de adolescente em Teresina

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Foto: Reprodução/WhatsApp

 

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Piauí, prendeu nesta quinta-feira (9) duas mulheres suspeitas de participação no assassinato de Maria Camila Ferreira Silva, de 16 anos, que teria sido vítima do ‘Tribunal do Crime’, de uma facção criminosa.

O DHPP deu cumprimento a quatro mandados de busca e dois mandados de prisão temporária contra duas mulheres, de identidades não reveladas pela polícia, no Morro do Cego, na região da Vila Irmã Dulce, na zona Sul de Teresina.

O corpo da adolescente foi encontrado no dia 27 de abril em uma região de mata no povoado Boquinha, próximo ao Rodoanel, na Zona Sudeste de Teresina. Ela estava desaparecida desde o 23 de abril, e a família chegou a receber uma foto pelo WhatsApp, que pode ter sido a última da adolescente com vida, onde ela aparece com o cabelo raspado, chorando e com a roupa que estava quando foi encontrada morta. 

Segundo a delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo Feminicídio do DHPP, existem vários indícios de que as duas mulheres presas fazem parte de uma facção criminosa, sendo que uma delas possui posição de liderança no grupo.

Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

“A informação de ter partido dela a execução e a ordem, ainda é muito prematura. De fato, ela ocupa uma posição de liderança na região, mas com relação a dinâmica do crime, ainda estamos em fase de apuração”, disse Nathália Figueiredo.

Uma das hipóteses analisadas pela polícia para a motivação do crime, é o fato da adolescente Maria Camila ter uma tatuagem que faz referência a uma facção criminosa. Uma pessoa de um grupo rival teria visto a tatuagem, e isso poderia ter motivado o assassinato.

“Temos alguns indícios em relação a motivação, mas seria temerário nesse momento passar esse tipo de informação, a investigação está bem adiantada, até mesmo o que justificou mandados de busca e de prisão”, afirmou a delegada Nathália Figueiredo, delegada Núcleo Feminicídio do DHPP.

O envolvimento das suspeitas em outros crimes será investigado. “Estamos fazendo os levantamentos, em fase de diligências, não descarto a possibilidade, temos um prazo de 30 dias, que é o da prisão temporária”, explicou.

 


Bárbara Rodrigues e Tiago Melo
[email protected]

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