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Projeto Guardiões do Bioma capacita brigadistas no interior do Piauí

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No segundo semestre, com a chegada do BRO-BRÓ o estado enfrenta várias queimadas, buscando reduzir os efeitos dos incêndios o estado vai dar continuidade ao projeto Guardiões do Bioma, com a atuação de brigadistas para atuarem nos municípios no interior do estado.

O coronel José Veloso, do Corpo de Bombeiros, informou que para ajudar no combate aos incêndios, os municípios fazem a contratação de brigadistas que ajudam nesse combate inicial de um incêndio.

“O que estamos implementando, junto com outros órgãos, como a secretaria estadual de Meio Ambiente e a Delegacia Ambiental, a Polícia Militar Ambiental, estão trabalhando de forma integrada no sentido de fazer frente a um projeto mais ambicioso, o Guardiões do Bioma, que consiste inicialmente na capacitação de brigadistas do municípios, onde temos agricultores que são contratados pelo município, fazem um cadastro e são capacitados para procedimentos básicos de combate ao incêndio e que farão um apoio ao Corpo de Bombeiros em caso de princípio de incêndio ou incêndio”, informou.

Já a polícia vai poder atuar realizando investigações que possam apontar quem foi o responsável pelo incêndio que traz vários prejuízos ao meio ambiente.

“Temos monitoramento via satélite, em combate de incêndio e fiscalização, e sendo detectado um ponto crítico de queimada, o Corpo de Bombeiros vai com a equipe fazer o combate, mas também vai com a polícia ambiental identificar, e a delegacia fazer a perícia, para notificar se teve alguma infração, e com isso queremos inibir e reduzir esses danos causados pelo incêndio”, explicou o coronel José Veloso.

O projeto se iniciou em 2021, e vai dar continuidade neste ano. “Esse projeto se iniciou no ano passado, tem o aporte do governo federal também. Estamos recebendo inclusive equipamento e um aporte do governo do estado com recursos próprios, e os municípios são as principais vítimas, pois a queimada prejudica toda uma produção, principalmente do pequeno produtor que vive da agricultura de subsistência, pois perde o pasto, prejudica as nascentes, que já são deficitárias”, destacou.

Ele explicou que os incêndios florestais muitas vezes são iniciados pelos agricultores, que não conseguem controlar as queimadas, além de não levarem em consideração o clima, temperatura, umidade do ar e a ventilação.

“Temos outras práticas, como caçadores que utilizam a queimada para caçar, onde na região do cerrado, tem uma prática do caçador que sai de moto fazendo cercado e deixa só uma passagem para os animais passarem e depois abandona e fica a queimada. Tem para a extração de abelha. Temos pessoas que utilizam esporadicamente esse lugar, e não tem o cuidado e o zelo de preservar esse ambiente. Tem os pequenos agricultores que usam essa prática e perde o controle, assim como grandes agricultores que utilizam a queimada para essa prática”, explicou.

Bárbara Rodrigues
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