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Pele contaminada pela varíola dos macacos necessita de cuidados especiais

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Foto: OMS

 

Um dos principais sinais de contaminação da varíola dos macacos (Monkeypox) é a manifestação de bolhas, secreções e pápulas na pele. Com o número crescente de pessoas contaminadas, as orientações de cuidados e prevenção também têm sido reforçadas. No Piauí, dois casos já foram confirmados e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) investiga outros 26. O Brasil ocupa a quinta colocação entre os países com mais casos de varíola dos macacos no mundo, diagnosticando cerca de 3 mil casos até o momento. 

Segundo o dermatologista Lauro Rodolpho, "a varíola dos macacos é causada por um vírus que ataca tanto a pele como outros órgãos. Na pele, o vírus desencadeia o surgimento de bolhas e pequenas pápulas de tonalidade brilhante e que com a evolução tendem a ulcerar e causar crescimento de crostas e pequenas secreções. Muitas vezes são dolorosas e assintomáticas. As lesões mais incômodas são as que ocorrem na região próxima ao ânus, nádegas e perínio, uma área bem sensível”, explica.

Cuidados básicos podem ajudar a evitar o agravamento das lesões, que pode favorecer o risco de infecções secundárias. “Um dos principais meios de transmissão é pelo contato sexual, pois a doença é transmitida por meio de secreções da pele, suor e saliva, por exemplo. Uma dica é o indivíduo contaminado se isolar, assim como era feito durante a pandemia de Covid-19, porque até o lençol utilizado pode ficar com vestígios do vírus ativo que podem transmitir”, afirma.

O especialista comenta ainda sobre cuidados para evitar maior contaminação. “A orientação é não sacudir os lençóis da cama do infectado para o vírus não ir para o ar, assim como também as roupas. Quando retiradas, as roupas devem ser colocadas no saco, fazer uma boa higienização delas com lisoforme, que também serve para a prevenção da varíola dos macacos. Manter higienização adequada das bolhas, usar antitérmico se sentir febre e tomar banhos de forma correta”, orienta.


 

Da Redação
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