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Vídeo: mãe de Vanessa é impedida de entrar no auditório do Tribunal do Júri e protesta

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Foto: Renato Andrade/ Cidadeverde.com

Vânia Carvalho, mãe da enfermeira Vanessa Carvalho assassinada em 2019, foi impedida de assistir ao julgamento do acusado de matar a filha em um atropelamento que também deixou ferida a amiga e então namorada do réu, Pablo Henrique Campos Santos. Bastante abalada, ela contou que está sob efeito de medicamentos e clama por Justiça. 

"Eu esperei quase três anos por esse julgamento e fui impedida de entrar. É um absurdo um negócio desse! eu quero assistir. Esperei quase três anos por isso. O meu sentimento, não sei nem descrever. Estou com três dias que não durmo. Estou a base de remédios. Tô aqui querendo Justiça e assistir ao julgamento da minha filha. Quero pena máxima. Ele cometeu um homicídio e mais uma tentativa. Ele tem que apodrecer na cadeia. Pena máxima!", disse a mãe Vânia Carvalho. 

Ao todo, cinco advogados atuam como assistentes de acusação e defendem a condenação por homicídio e tentativa de homicídio reforçando que não houve acidente. O Tribunal Popular do Júri teve início na manhã desta terça-feira (30) e podendo se estender por mais de 24 horas.

"Hoje nós queremos dar um fim a saga, a esse julgamento que já completa quase três anos da data do fato. A defesa esgotou, por diversas vezes, todas as hipóteses de recursos tentando evitar esse julgamento perante ao Tribunal do Júri. Ao final, chegou o dia de hoje, e o acusado será submetido a julgamento pela prática do duplo feminicídio, um consumado e um tentado", disse o advogado Leonardo Queiroz, que atua como assistente de acusação.

Entre as qualificadoras defendidas pela acusação  motivo fútil, impossibilidade de defesa das vítimas e feminicídio.

"As testemunhas, as provas produzidas são claras em apontar a intenção do acusado. Testemunhas oculares presenciaram quando o acusado jogou o carro para cima das vítimas, tendo espaço suficiente para seguir direto. Está evidenciado que ele tinha a intenção de atingir as vítimas e matá-las", reforça Leonardo Queiroz.

O Tribunal de Justiça informou que o juiz Antônio Noleto, que preside a sessão, tem autonomia para fazer as restrições para evitar tumultos em função da comoção do caso. O Tribunal informou ainda que foi liberada a entrada dos pais das vítimas e do acusado após o intervalo. 

 

Graciane Araújo
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