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Reitor da UFDpar é indiciado pelo crime de estelionato contra casal no Piauí

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Foto: Ascom UFPI

O reitor da Universidade do Delta do Parnaíba (UFDPar), Alexandro Marinho Oliveira, foi indiciado, no dia 20 de dezembro, pelo crime de estelionato após denúncia realizada pelo advogado Fernando Kubotsu de Godoi e a defensora pública Priscila Gimenes do Nascimento Godoi.

A denúncia foi realizada no 12º Distrito Policial, e inquérito conduzido pelo delegado Ademar Canabrava.

Os denunciantes encaminharam representação ao delegado informando que em janeiro de 2021, o reitor Alexandro Marinho apresentou uma proposta para o casal para a construção de uma residência no condomínio Aldebaran Ville, em valor estimado em R$ 600 mil pela empresa Núcleo Construções LTDA, da qual ele é sócio. Em fevereiro daquele ano o contrato foi assinado.

O imóvel deveria ter sido entregue em novembro de 2021, mas segundo os denunciantes, desde o dia 20 de dezembro de 2021 que Alexandro Marinho não teria mais comparecido na obra e que teria se apropriado do valor de R$ 307.734,95 mil, que já havia sido pago. O casal ainda alegou que Alexandro fechou o escritório da construtora que tinha sede em Parnaíba.

Segundo a representação, o casal contratou uma perícia que constatou que o nível de execução da obra correspondia ao valor de R$ 114.898,91 mil, o que significaria que cerca de R$ 192.836,04 que foram pagos, não foram aplicados na obra.

O caso foi então apresentado ao 12º DP, e no dia 20 de dezembro o delegado Ademar Canabrava indiciou Alexandro Marinho Oliveira pelo crime de estelionato e encaminhou o caso para a Justiça. 

“Os contratos e os comprovante de pagamento foram elementos de convicção para a existência de crime previsto no art. 171 do CP, natureza estelionato”, afirmou o delegado no documento encaminhado à Justiça, onde destacou que Alexandro não cumpriu o contrato que foi assinado e extrapolou o prazo previsto no aditivo contratual, sem dar qualquer justificativa para as vítimas.

O Cidadeverde.com entrou em contato com o advogado de defesa, Acássio Marinho, que informou que não existe crime e que Alexandro vai colaborar com a investigação. "Tudo vai ser esclarecido dentro do inquérito policial, ficando claro que não existe crime de estelionato. O senhor Alexandro Marinho se disponibiliza para prestar toda e qualquer informação", informou em nota.

Alexandro Marinho possui doutorado em Matemática, e antes de assumir como reitor da UFDpar em dezembro de 2019, era docente da Universidade Federal do Piauí desde 2008.

 

Bárbara Rodrigues
[email protected]

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