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A vida e história de Pelé

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Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação SantosFC

Pelé não foi apenas o melhor jogador de futebol da história. Décadas depois de ter parado de jogar, ele permaneceu um avatar perfeito do jogo – brilhante, sensacional e eterno. 

Quando você pensa em pura alegria nos esportes, nenhum outro rosto vem tão prontamente à mente.

E tão alegre ele foi, e era sempre tanta alegria que queria passar, que ele esperou. Pelé esperou a Copa do Mundo passar.

Esperou até o fim do mundial, para que os apostadores esportivos de sites como o Pix bet365 e outros ainda tivessem entusiasmo em tentar prever o resultado das partidas.

Esperou para ver quantas "zebras" curiosas e, às vezes, até divertidas ainda iriam ocorrer na primeira Copa do Mundo em um país árabe.

E, sim. Esperou por uma vitória do Brasil que não veio. E mesmo após a eliminação da seleção brasileira contra a Croácia, ele esperou.

Esperou o povo brasileiro se recuperar, se reerguer e aproveitar o Natal com suas famílias, assim como ele aproveitou com os seus.

E, então, quando todo o frenesi da Copa do Mundo e do Natal parecia ter passado, ele morreu. Três dias antes do Ano Novo, como que prevendo que esse era o momento ideal.

A despedida do "ano velho" juntou-se ao triste adeus a um craque que, até na hora de "escolher" a hora da sua morte, emocionou os corações de todos os brasileiros.

De fato, pareceu mesmo que ele escolheu a data certa. 

Uma data que não passaria despercebida, nem contudo tiraria o brilho de uma partida de futebol que estivesse acontecendo, algo que ele tanto gostava de ver e de participar.

O ano de 2022 se foi, e junto com ele Pelé também se despediu.

Foi uma longa luta contra o câncer. Ele, o grande Rei Pelé, tinha apenas 82 anos.

E é sobre a vida e a história dele que falaremos agora.

A vida e história de Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nasceu em uma pequena cidade em 1940. Durante anos, a origem de seu nome de jogador foi mantida em mistério. 

Pelé finalmente revelou suas raízes prosaicas – um erro de pronúncia infantil de seu jogador favorito, Bile.

Sua família não tinha dinheiro para comprar uma bola de futebol. Então Pelé cresceu brincando com laranjas e meias recheadas com jornal. 

Aos 15 anos, um técnico local o levou para fazer um teste no grande clube mais próximo, o Santos. E ele foi confirmado no time.

Pelé passaria seus melhores anos no Santos. Para evitar perdê-lo, o governo brasileiro o declarou um tesouro nacional. Isso o impediu de ser vendido para times estrangeiros.

Seu estilo poderia ser melhor descrito como tudo. Pelé fez tudo o que você poderia fazer com uma bola de futebol tão bem ou melhor do que ninguém. 

Ele era absurdamente rápido, ágil, poderoso, tão bom sem a bola quanto com ela, com os dois pés e letal em qualquer lugar a 30 metros à frente do gol e provavelmente atrás dele. 

Grandes jogadores têm um instinto especial que lhes diz onde estar. Pelé sabia quando ser. Quanto maior o jogo, melhor ele era.

A primeira Copa de Pelé e do "mundo inteiro"

Aos 16 anos, Pelé era o artilheiro do campeonato brasileiro. Aos 17, era uma adição intrigante a uma seleção prestes a participar da primeira Copa do Mundo amplamente exibida na televisão internacional.

O Brasil venceu a anfitriã Suécia por 5 a 2 na final. Pelé marcou dois gols. Um deles era um cronômetro absoluto. 

Pelé passou a bola por cima de um zagueiro, correu ao redor dele para receber seu próprio passe e a pegou no ar antes que pudesse tocar o solo.

“Até eu queria torcer por ele”, disse o sueco Sigge Parling depois, capturando o consenso mundial.

Após o apito final, Pelé começou a chorar. Ele foi consolado na TV ao vivo por seus companheiros mais velhos. Como não se apaixonar?

Este seria um romance estrelado. Pelé aparecia por um mês nas Copas do Mundo e fazia todo mundo desmaiar.

Então ele desapareceria em casa pelos próximos quatro anos, onde nenhum não-brasileiro poderia vê-lo. Essa irregularidade de visibilidade apenas alimentou sua lenda.

A ascensão e o "quase" fim

Ao longo da década de 1960, o Brasil estava em ascensão e Pelé era o rei consensual do esporte. 

O Brasil conquistou a segunda Copa do Mundo em 1962 e a terceira em 1970. Naquela última grande partida, Pelé marcou um gol de cabeça na final sobre o italiano Tarcisio Burgnich.

Pelé deixou o futebol internacional no ano seguinte. Os dias de glória estavam terminando.

Em 1975, ele saiu da quase aposentadoria para ingressar no New York Cosmos da North American Soccer League. 

Ele concordou com um contrato de US$ 7 milhões por três anos - relatado na época como o maior salário anual da história do esporte.

Embora ele já tivesse passado do auge, os Estados Unidos amavam Pelé, assim como ele era amado em todos os outros lugares. 

Sim, o seu caso de amor com o resto do mundo foi simples e eterno. 

Junto com Muhammad Ali, ele continuou a moldar a percepção de como um ícone global deveria ser muito depois de seus dias de jogador. 

Nenhum líder mundial interrompeu o trânsito em mais países do que ele. Onde quer que Pelé fosse, todos se enfileiram nas ruas.

Muitas pessoas são ótimas em seus trabalhos, mas poucas delas também são dotadas de interação humana. Pelé tinha isso. 

Você pode vê-lo em fotos e no filme. E mesmo que você fosse a milionésima pessoa da fila diante dele, Pelé ainda assim ficaria encantado em conhecê-lo. Sempre e sem exceção.

A vida depois do Rei

Haverá jogadores melhores. Já pode ter havido. Em virtude da conquista da Copa do Mundo no Catar, muitos já passaram à coroa de “melhor de todos” para o argentino Lionel Messi.

Mas a magia de Pelé foi função de seu tempo. Sua eminência foi aumentada pela reticência involuntária. Ninguém o via o suficiente para se cansar dele. Isso não é mais possível.

Por causa disso, é difícil imaginar qualquer atleta presente ou futuro sendo admirado de forma mais universal, a crítica e apaixonada.

Assim, a vida depois de Pelé pode até continuar seguindo. Mas, talvez, e apenas talvez, ele seja o último Rei do futebol.

Da Redação
[email protected]

Tags: Pelé
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