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Caso Débora Victória: DHPP cumpre nova diligências após pedido de promotor

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Foto: Reprodução Instagram

A delegada Nathalia Figueiredo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que vai cumprir as novas diligências solicitadas pelo promotor Regis Marinho no caso da investigação da morte da menina Débora Victória, de 6 anos, após uma troca de tiros entre um suspeito de assalto e um policial militar.

O caso ocorreu no dia 11 de novembro, no bairro Ilhotas, na zona Sul,  quando Dayane Dias de Sousa Gomes chegava na sua residência com a filha Débora Victória. Segundo a investigação policial, elas foram abordadas por Clemilson da Conceição Rodrigues que estava tentando realizar um assalto. A situação foi presenciada por um tenente da Polícia Militar que reagiu e trocou tiros com o suspeito.

Laudo pericial apontou que o disparo que atingiu a mãe partiu do suspeito de assalto, que foi indiciado por tentativa de latrocínio contra Dayane Gomes. Um outro laudo apontou que o tiro que matou a menina Débora Victória saiu da arma do policial que partiu, por isso ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado.

Em relação ao inquérito do tenente da PM, quando os autos foram encaminhados para o Ministério Público, o promotor pediu no dia 16 de dezembro a realização de mais diligências para que o policial seja denunciado a Justiça.

Ministério Público pediu:

  • Elaboração de Laudo de Exame Pericial no local dos fatos, utilizando os dados que constam dos autos, a fim de estabelecer a exata posição de cada um dos envolvidos no momento dos disparos, indicando, através de croqui, o campo de visão do policial em relação ao acusado do assalto e as vítimas;
  • Elaboração de Laudo Pericial, também através de croqui, a fim de identificar a exata trajetória (interna ao corpo) dos projéteis que atingiram a vítima fatal, a vítima sobrevivente e Clemilson, esclarecendo, inclusive, se esse último foi atingido pelo policial ou pela guarnição que efetuou a prisão daquele;
  • Outras diligências que entender necessárias a comprovação da dinâmica do crime, incluindo eventuais acareações sobre os tópicos contraditórios.

A delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do DHPP, informou que já foi notificada pela Justiça sobre os pedidos do promotor e que irá cumprir as diligências.

“Eu recebi a intimação formal anteontem. Além da requisição que o Ministério Púbico fez, ele deixou aberto para eu analisar outros pontos que eu achar importante, então eu não posso falar nada, vou ver com calma, o que mais, além disso, posso fazer. O que ele pediu eu vou dar cumprimento”, disse a delegada.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Ela explicou que com os pedidos do promotor, serão realizados laudos em formato de 3D para que seja especificada a posição dos envolvidos no dia do crime.

A delegada esclareceu que não existe no momento nenhum pedido de reprodução simulada, ou seja, uma reconstituição do crime. “Ele não fala em específico em uma reprodução simulada, eu vou analisar, ver se é conveniente, no sentido de: será que com a reprodução simulada eu vou pegar essa informação? Isso eu tenho que conversar com a perícia. Eu vou encaminhar as requisições, e a única coisa certa são os croquis que ele pediu”, destacou.


Bárbara Rodrigues
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