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Amigos vão fazer vigília para pedir Justiça e homenagear estudante morta na Ufpi

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Estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) vão realizar nesta segunda-feira (30) uma vigília para homenagear e pedir por Justiça por Janaína da Silva Bezerra, de 21 anos, que era estudante de Jornalismo da universidade e foi encontrada morta, com lesões pelo corpo e com indícios de violência sexual no sábado (28) após uma calourada. O estudante de mestrado, Thiago Mayson da Silva Barbosa, 28 anos, foi preso suspeito pelos crimes de estupro e feminicídio.

O evento inicia às 16h de segunda-feira, na praça em frente à reitoria da UFPI, e será aberto para quem desejar prestar homenagem a jovem. 

Às 17h será realizada uma caminhada em direção ao Carretel localizado no Centro de Ciências da Educação (CCE), local onde será dado início às homenagens, onde eles pretendem citar poesias e falar sobre Janaína.

“O Carretel é o espaço de convívio dos estudantes de jornalismo, e o local que recebemos os calouros, que nos manifestamos artisticamente, que trocamos afeto. Por isso, será nosso ponto central de homenagem à Jana. Em reverência também à ciclicidade da vida, que ela destaca em um de seus poemas”, informou o Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS) em publicação realizadas nas redes sociais.

A vigília deve seguir até 20h, podendo seguir até 21h. Os estudantes pedem que seja levada uma vela em homenagem à Janaína.

"Será um momento de reflexão, coletividade e celebração à sua memória! Celebraremos Janaína, e seguiremos lutando pelo fim da violência de gênero, que nos rouba nossas meninas e mulheres”, afirmou.

UFPI se manifesta

 

 

A UFPI também publicou uma nota neste domingo (29), onde faz uma homenagem a estudante, lamenta e repudia a violência sofrida pela jovem de 21 anos nas dependências da universidade.

“A Universidade Federal do Piauí (UFPI) externa, com profunda indignação, repúdio acerca da violência cometida contra a aluna Janaina da Silva Bezerra, que também agride cada uma das mulheres que integram a comunidade ufpiana, bem como todos que hoje se colocam no lugar de fala de uma delas”, afirmou.

Confira a nota na íntegra:

Face às informações divulgadas hoje (29) pelo Instituto de Medicina Legal de Teresina (IML) e Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com manifestações das autoridades competentes, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) externa, com profunda indignação, repúdio acerca da violência cometida contra a aluna Janaina da Silva Bezerra, que também agride cada uma das mulheres que integram a comunidade ufpiana, bem como todos que hoje se colocam no lugar de fala de uma delas.

Falar por JANAINA é não aceitar nenhum tipo de agressão contra mulheres, é trabalhar para que a luta contra essa violência resulte na mudança do cenário de cultura machista em que se baseiam tais atitudes.

Falar por Janaina é não aceitar que a força de um corpo masculino prevaleça sobre um corpo feminino.

Falar por Janaina é não se acovardar diante de atos de violência de qualquer natureza.

Falar por Janaina é defender o respeito às mulheres e fomentar sua ampla inclusão nos espaços sociais, com reflexos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão no País.

Falar por Janaina é prestar solidariedade à sua família e também a cada pai e mãe que perde uma filha por circunstâncias semelhantes.

Falar por Janaina é exigir a punição do crime com o rigor da lei.

Falar por Janaina é dizer não ao FEMINICÍDIO e ansiar por JUSTIÇA!

A UFPI fala e falará por Janaina com vozes, ações e atitudes!

 

Família pede por Justiça

A mãe Maria do Socorro Nunes afirmou neste domingo (29) que não consegue entender como isso aconteceu com a sua filha, e disse que não conhece o suspeito preso e pontuou que Janaína era dedicada aos estudos. 

Foto: Déborah Radassi/TV Cidade Verde

Mãe Maria do Socorro e Tio Jorge Luiz

“Estou destruída, só quero minha filha, só quero Justiça, era uma menina muito estudiosa, o sonho dela era se formar em Jornalismo, era a carreira dela, eu só quero Justiça, que paguem pelo que fizeram com a minha filha”, lamentou.

Maria do Socorro disse que encontrou a filha com vários machucados pelo corpo. “Minha filha está toda quebrada, rasgada, fizeram essa barbaridade, uma coisa dessa com a minha filha que era pura, ela só queria os estudos dela, não tinha envolvimento com ninguém, o sonho dela era terminar os estudos, e ter a coisas dela. Ela não tinha namorado, destruíram a minha filha por inveja e perversidade”, afirmou.


Bárbara Rodrigues
[email protected]

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