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Palácio da Cidade não descarta PPP para o transporte coletivo de Teresina

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Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O secretário de Governo, Michel Saldanha, afirmou que a Prefeitura de Teresina trabalha com mais de uma opção para apresentar uma solução no prazo de 90 dias estipulado pelo prefeito Dr. Pessoa (Republicanos) para regularizar a circulação de ônibus em Teresina. Entre os cenários analisados, a possibilidade de uma Parceria-Público Privado para o serviço não é descartada.

Segundo informações repassadas à reportagem, a empresa seria do estado de São Paulo. Questionado se o fato poderia ser concretizado, Michel Saldanha não descartou a possibilidade. 

O Palácio da Cidade tem sinalizado à interlocutores querer um acordo para a manutenção do serviço que já prestado pelas empresas ligadas aos Setut – uma via menos traumática -, mas, ainda no roll de opções está o rompimento com abertura de nova licitação. O que está em análise, agora, são as possibilidades jurídicas e financeiras do município. 

“A prefeitura tem trabalhado para buscar todas as soluções viáveis e dentro dessa perspectiva se avalia todo tipo de cenário: a manutenção das empresas que estão aí, abertura de novo processo de licitação, a caducidade e, inclusive uma PPP. São opções que avaliamos a mais viável do ponto de vista econômico, jurídico e social, o que podemos dizer que é temos trabalhado e que esse momento de greve, infelizmente, chegamos a esse patamar devido divergências de natureza empregatícia, a prefeitura não pode intervir. Nesse sentido estamos em compasso de espera”, declarou. 

"Estou sozinho", diz prefeito sobre busca por solução 

Em entrevista, Dr. Pessoa revelou que tem estado descontente com a atuação do grupo de trabalho que nomeou para cuidar da crise no transporte da capital. O chefe do Executivo disse que resolverá sozinho o grande impasse formado, que envolve tanto empresas, quanto trabalhadores. 

Dr. Pessoa fez duras queixas ao grupo de interlocutores, antes escolhidos por ele, para buscar a solução. O grupo que já teve até 17 representantes, foi reduzido para três: ele próprio, a procuradoria municipal e a Semgov. A insatisfação do prefeito é com o vazamento de informações de planos do Palácio da Cidade para o transporte. 

“Revelei, as coisas vazaram e os empresários souberam. Eu estou sozinho [tomando essa decisão]. Agora, não deixei mais ninguém, porque no início de 2021 tinha 17 e diminui para 10. Na hora em que eu terminava a reunião aqui, os empresários estava sabendo, porque estavam tomando wisky. Seguiu comigo três. Agora, sou eu sozinho. Só vão saber [o que vou fazer] se eu abrir a boca para dizer”, disse. 

 

 

Paula Sampaio
[email protected]

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