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Vítimas de desastre no PI estudam criar associação

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Moradores de povoados de Cocal, 268 quilômetros ao norte de Teresina, atingidos pelo rompimento da barragem Algodões I estudam fundar uma associação. O grupo quer se organizar para reivindicar rapidez nas ajudas prometidas pelo poder público e reivindicar indenização após o desastre, que completa um mês neste sábado (27).
 
 
Segundo informações obtidas pelo Cidadeverde.com, uma das preocupações das famílias é serem indenizadas. Pessoas já procuraram o promotor Maurício Gomes, do Ministério Público de Cocal. Ele confirmou ter ouvido vítimas da enxurrada defenderem a criação da associação, mas explicou que esse movimento deve ser algo independente, sem intervenção do Ministério Público.
 
O movimento surgiu duas semanas após a tragédia, mas ainda não houve nada concreto a respeito da mobilização.
 
Ajuda
A presidente da Comissão das Vítimas da Barragem Algodões I, Betânia Rios, esposa do secretário de Segurança, Robert Rios Magalhães, está em busca de ajuda para as famílias. Ela relata que ainda são necessárias doações de leite para as crianças e cestas básicas para as famílias, que já deixaram os abrigos. As que não estão nas casas de amigos e parentes foram alojadas em imóveis alugados pela Prefeitura de Cocal.
 
Betânia relatou ainda que as famílias estão reclamando da demora na ajuda. Ela mesma comprou 20 guarda-roupas e montou a casa de Maria do Socorro dos Santos, que perdeu uma filha na tragédia.
 
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