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Educação em tempo integral favorece no desenvolvimento econômico e pode ser exemplo do PI, diz presidente do Ipea

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Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Por Roberto Araújo

A presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Luciana Servo, que está em Teresina participando das reuniões do G20 Social nesta segunda (20), defendeu que o modelo de investimentos em escolas de ensino integral no Piauí tem repercussão na economia e pode servir de exemplo para outros estados e países.

 A análise da especialista aponta que, a partir do maior tempo das crianças presente nas escolas, as mães podem ter mais tempo e serem inseridas no mercado de trabalho.

“Esses indicadores de acesso à educação integral, eles não se encerram só na educação da criança. Educação da criança é fundamental, mas ela se encerra também num conjunto de indicadores que podem gerar desenvolvimento. Um exemplo é, uma mãe que pode deixar seu filho na escola em tempo integral, ela também consegue buscar trabalho e fazer outras atividades e gerar renda. Se ela não tem essa oportunidade, ela provavelmente ela vai ter restrição na sua participação no mercado de trabalho. O Piauí ao oferecer uma educação em tempo integral, ele também tá criando oportunidades, a gente tem que olhar isso, ainda pra mulheres se inserirem no mercado de trabalho”, apontou.

Além do ensino integral, políticas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, o incentivo à agricultura familiar, como a partir de programas de compras de alimentos e distribuição para famílias em situação de vulnerabilidade, serão apresentados como exemplos exitosos no Brasil, para outros países que possam contribuir com o enfrentamento à fome no Brasil. Entre quarta-feira (20) e sexta-feira (22), delegações de mais de 50 países participação em Teresina da reunião que vai discutir a formação de uma aliança global contra a fome. 

Foto: Ascom g20

A presidente do Ipea frisa o papel do Brasil, que atualmente é o presidente do G20, como entidade para estimular as discussões e a formação da aliança.  

“Além de ajudar na rota de redução da pobreza e também de aumento de melhoria dos indicadores de segurança alimentar, o que o governo está propondo é basicamente que isso seja feita em conjunto com esses países que estão vindo ao Brasil negociar. Então, a expectativa nossa é não só sair do mapa da fome, mas também ampliar bastante os indicadores de segurança alimentar do país e contribuir pra essa melhoria numa discussão com esses países comuns”, defendeu.

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