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Juíza marca audiência de instrução e julgamento de empresário acusado de matar a esposa em Teresina

Foto: Bárbara Rodrigues/Cidadevrde.com/Arquivo Pessoal

Por Bárbara Rodrigues

A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular Júri da Comarca de Teresina, marcou para o dia 23 de julho deste ano a audiência de instrução e julgamento do empresário Eliésio Marinho da Silva, que é acusado de matar a esposa Kamila Carvalho do Nascimento, de 22 anos, e de tentar forjar um suicídio. A decisão é do dia 19 de junho.

A audiência será realizada na 2ª Vara do Tribunal Popular Júri, localizada no Fórum de Teresina, a partir das 8h30. Durante a audiência serão ouvidas testemunhas, assim como serão apresentadas as provas do crime.

Após a audiência, o Ministério Público e a defesa do acusado terão um prazo para se manifestarem, e depois a juíza irá decidir se o empresário será julgado pelo Júri Popular.

“Determino a realização de forma mista da audiência ora agendada. As testemunhas e o acusado deverão comparecer fisicamente à sala das audiências desta Unidade Judiciária. Faculto ao Promotor de Justiça e ao advogado o comparecimento virtual”, explicou a juíza na decisão.

 

O crime

O caso aconteceu no dia 20 de outubro de 2023 na casa onde a família morava na Avenida Campo Maior, no bairro Aeroporto, zona Norte de Teresina. Na ocasião, Eliésio afirmou que Kamila teria tirado a própria vida na presença dele e da filha do casal. Só que na investigação realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a perícia do crime apontou que uma faca foi colocada na mão de Kamila após o crime, que o disparo não poderia ter sido feito por ela mesma e que a posição do corpo da vítima foi alterada após a morte

Eliésio Marinho foi preso no dia 23 de outubro quando foi prestar depoimento na sede do DHPP. Em dezembro ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual na morte da esposa.

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No dia 19 de janeiro, ele foi denunciado pelo promotor Regis Marinho por feminicídio triplamente qualificado, com os delitos de fraude processual, e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Atualmente ele está solto, com o cumprimento de medidas cautelares.

 

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