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Homenagem emociona Said: "Estão derretendo o aço do meu coração"

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Preste a completar 80 anos de vida, Carlos Said é conhecido, entre muitas coisas, por longos discursos recheados pelas suas histórias de vida. Mas o "Magro de aço", como é conhecido, ficou sem palavras na noite desta quinta-feira (16), quando recebeu homenagem de amigos e familiares no programa Natal da Cidade. O especial de fim de ano da TV Cidade Verde tem como tema os idosos. "Vocês estão derretendo o aço do meu coração", disse. 

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Recebido pelos jornalistas Amadeu Campos e Nadja Rodrigues com um "boa noite", ele respondeu: "Não é boa noite, é Jesus Cristo no coração". Ele chegou ao estúdio Maria Amélia Tajra ciente de que daria uma entrevista, mas não sabia da homenagem que o esperava.


O primeiro a falar foi Dídimo de Castro, colega de trabalho desde 1962, uma das parcerias mais duradouras do jornalismo esportivo brasileiro. "A escola que o rádio do Piauí tem é Carlos Said. E ele me acolheu de uma forma tão bonita que estamos juntos até hoje", disse o "Pequeno Polegar". 

"O Dídimo chegou para mim e disse: posso fazer parte da equipe? Eu disse, você já está na equipe. Vai apresentar o programa agora. Francamente, o Dídimo para mim é o meu filho mais velho. Foi a pessoa que mais me enlaçou. É o que eu chamo de um espírito de um idealista agregado a um espírito empreendedor", completou Carlos Said.


Em seguida, foram exibidos depoimentos de parentes que vivem no Piauí e outros Estados. A primeira foi a neta Roberta Said, que cobrou uma viagem prometida pelo avô. Outro neto, que é corintiano, revelou que Carlos Said é mesmo torcedor do River, que defendeu como goleiro. Mas foi com a irmã Maria José que o Magro de Aço começou a se derreter. Ela lembrou que Carlos foi o mais dedicado dos oito irmãos aos estudos, desde pequeno, e hoje conta com cinco filhos, todos formados. 

Viúvo há 12 anos, Carlos Said disse que queria ter a esposa viva ao seu lado para ver a homenagem. Ele agradeceu a todos da TV Cidade Verde. "Essa casa nossa, onde não há profissionais. Existem irmãos". O Magro de Aço também falou do seu amor pelo Piauí. "Quantas e quantas vezes tentaram me tirar daqui para o rádio do Nordeste e até o Sul do País", comentou.


De Brasília, o filho Cláudio lembrou o acidente que deixou Carlos Said com a bacia e uma perna quebrada em 1964, e disse que o pai incorpora tão bem a personagem Magro de Aço que parece real. 

Jornalista, advogado e ex-vereador de Teresina, Fernando Said concordou, e não conteve as lágrimas. "Acho que o Carlos Said para nós filhos, amigos, que convivemos com ele no dia-a-dia, temos que ter a nítida capacidade de separá-lo do homem, da pessoa, do mito que ele é". 

Após os depoimentos em vídeo, outra surpresa. Entraram no palco parentes e amigos do homenageado: os filhos Soraia e Gustavo Said; os netos Júlia, de quatro anos, Laura e Carlos Said Neto, de oito; a nora Débora; e os cunhados Pedro,  Ubaldo, Inês e Edite. Eles entregaram rosas para o Magro de Aço, que abraçou todos. 


A homenagem aconteceu no final do segundo bloco, que também apresentou ao público o Abrigo São Lucas, que abriga cerca de 50 idosos e vive em constante dilema para se manter funcionando. Também mostrou uma reportagem sobre como quem chega na melhor idade convive com as doenças. 


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