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Instituições culturais organizam Tributo ao Anjo Andarilho, Joca Oeiras

Instituições culturais estão organizando uma homenagem póstuma a Joaquim Luiz Mendes de Almeida, o "Joca Oeiras". O Tributo ao Anjo Andarilho acontecerá no próximo dia 1° de novembro, data do aniversário natalício do homenageado, que adotou Oeiras como sua cidade e seu nome.

O Anjo Andarilho esteve em Oeiras pela primeira vez em 2002. Encantado pelas belezas da cidade, deixou a vida e o emprego em sua terra natal, São Paulo, e fixou residência na Velha Cap, em 2006, após breve estadia em Parnaíba (PI), onde administrou um bar conhecido como 'Casa da Cajuína'. Joca, aliás, era apreciador de uma caninha genuinamente piauiense, a cachaça Mangueira.

Na Velha Urbe, ele fez história ao comandar diversos movimentos em defesa dos bens culturais oeirenses, como o retorno da imagem primitiva de Nossa Senhora da Vitória, a campanha 'Um rosto para Esperança Garcia' e a articulação para a ida dos Congos de Oeiras para apresentação no Festival Internacional de Folclore, em Olímpia (SP).

Encampou também manifestos de repercussão estadual, como a campanha para restauração da Fábrica de Laticínios em Campinas do Piauí, e levantou bandeira contra a divisão do Estado do Piauí para criação do Estado do Gurguéia. Ao lado de outros produtores culturais, Joca também se manifestou quando a multinacional Coca-Cola tentou patentear o nome Cajuína para utilizá-lo em um de seus refrigerantes. Logo depois, a bebida típica do Nordeste e, sobretudo, do Piauí, foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural brasileiro.

Amante e operário das artes, realizou exposições de seus trabalhos artísticos na Câmara Municipal de São Paulo, Câmara Municipal de Oeiras e Oficina da Palavra, em Teresina. Produziu e organizou obras também no campo literário. Em 2010, foi responsável pela organização da coletânea 'No Nós & Elis - A gente era feliz - e sabia', que traz crônicas sobre o bar teresinense Nós e Elis, famoso na década de 1970 e 1980. Em 2017, meses antes de falecer, publicou 'O Terno e o Frango - e outras lembranças recorrentes', um livro de memórias.

Ainda no campo das letras, editou por algum tempo o jornal 'O Estado do Piauí - o mais charmoso do Brasil', foi colaborador assíduo do site jornalístico Observatório da Imprensa e animador do sítio virtual da Fundação Nogueira Tapety - O Portal do Sertão, por mais de seis anos. Em reconhecimento à sua contribuição para o engrandecimento cultural de Oeiras e do Piauí, recebeu do Governo do Estado a Ordem do Mérito Renascença, mais alta comenda piauiense.

Joaquim Luiz, imortalizado como "Joca Oeiras", terá suas memórias revividas e celebradas no Tributo ao Anjo Andarilho, organizado pela Fundação Nogueira Tapety (FNT), com apoio da Prefeitura de Oeiras, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult); Instituto Histórico de Oeiras (IHO), Conselho Municipal de Cultura, Centro Cultural Major Selemérico, Museu de Arte Sacra - MAS, Confraria Eça Dagobertiana, Academia de Artes e Ofícios Oeirense e Congos de Oeiras.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

DIA - 01/11/2019
19h30min - Aposição do retrato do homenageado na Galeria da Academia Oeirense de Arte e Ofícios -Conjunto Oeiras.
20h - Inauguração do jazigo do artista aludido no Cemitério Campo da Esperança, concebido pelo arquiteto e designer Edmo Campos.
21h: Sarau lítero-musical no Espaço Cultural Café Oeiras
Lançamento do livro "Miudezas em geral - poesia reunida", de Cineas Santos (palco aberto)

Fonte: mural da vila