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Hospital de Oeiras realiza 400 cirurgias de catarata e muda a vida das pessoas

Foto: portal integração

O Hospital Regional Deolindo Couto através da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí realizou um mutirão de cirurgias de Cataratas, beneficiando 400 pessoas de Oeiras e todo o território Vale do Canindé, composto por 17 municípios. Referência em todo o estado do Piauí o Hospital Regional de Oeiras leva saúde de qualidade para toda a população.

"Para nós que fazemos o Hospital Regional Deolindo Couto o mutirão de cirurgia de cataratas foi um sucesso, nós só temos a agradecer tanto a equipe do Dr. Thiago, quando a Secretaria Estadual de Saúde, como o Deputado Federal Assis Carvalho por ter viabilizado esse momento para a população da cidade de Oeiras e de todo o território do Vale do Canindé, nesses dias de mutirão foi muito exaustivo pra toda a equipe mais a sensação de ter ajudado tanta gente é que nós cumprimos nosso papel, nós cumprimos a nossa missão", disse o diretor do HRDC, Alípio Sady.

De acordo com o médico Oftalmologista, Dr Thiago Castro Ramalho, as cirurgias estão sendo feitas com os critérios mais rigorosos, de qualidade e resultado, começando pela triagem, onde todos os pacientes foram avaliados através de vários exames, iniciando pela Oftalmoscopia, para diagnosticar catarata, passando pelo mapeamento de retina, onde foi visto o fundo do olho, passando para a endoscopia especular, para ver a celularidade da córnea, e a ecobiometria que no caso dela foi feita por aero massa, para o implante da lente que no caso é uma lente produzida na Inglaterra de acrílico, ou seja, uma lente onde a senhora não vai mais ter preocupação nessa vida, pois essa é uma lente importada de última geração.

"As cirurgias são feitas na tranquilidade. Aqui tudo é a base de colírio, vamos implantar, o paciente vai sair com um cartãozinho, vai receber da enfermeira todas as instruções do que deve fazer, como deve proceder nos primeiros 15 dias e a medicação total", afirma o médico em entrevista.

Esse mutirão é um mutirão que vai ser recrutado no Brasil pela qualidade dos resultados que a gente obtém, primeiro que a gente traz tudo de fora, cada paciente é avaliado rigorosamente para que possamos ter a garantia do resultado dos procedimentos Médicos.

"Estamos muito felizes, o mutirão de fato foi um sucesso, muitas pessoas que tinham perdido a visão voltaram a enxergar através desse mutirão, então a gente fica muito feliz em ter conseguido mais uma vez agora nesse segundo mutirão de cirurgias de catarata, ter conseguido ajudar tantas pessoas. O sentimento de dever cumprido, o sentimento é de gratidão, a todos do Governo do Estado do Piauí, e em especial ao deputado Federal Assis Carvalho por ter viabilizado mais essa ação do território do Vale do Canindé e principalmente na cidade de Oeiras", disse Alípio Sady.

A Enfermeira, Darleia Barros, explica todo o processo do mutirão de Cataratas os passos até chegar nos procedimentos cirúrgicos. "O primeiro passo é realizado a triagem, nessa triagem o médico vai estar diagnosticando o olho que tem a possível catarata, após essa triagem os pacientes são encaminhados com o diagnóstico médico catarata, eles são encaminhados para a realização de exames, nessa realização de exames é realizado o exame chamado ecobiometria que através desse exame é calculado o implante da lente que vai ser implantada no olho do paciente, isso para a correção da catarata. No pré-operatório o paciente que já foi selecionado pra cirurgia que já tem o exame, tudo certinho é encaminhado para o centro cirúrgico, aonde tem uma equipe pra ficar recebendo esses pacientes, nesse processo é realizado os sinais vitais dos pacientes pra ver se tem alguma alteração, os pacientes que tem alguma alteração relacionada a diabetes descompensadas ou pico hipertensivo é realizada uma medicação através da prescrição clínica, porque com essas alterações não é possível a realização da cirurgia. Antes de o paciente ser selecionado para essa cirurgia é realizada toda uma assistência de enfermagem por isso eles podem ficar tranquilamente em uma sala sem nenhum risco de contaminação", disse a enfermeira.

"Após a realização da cirurgia tem o pós-cirúrgico, preparamos uma sala de enfermagem para todos os pacientes, onde eles são orientados em elação aos cuidados pós-cirúrgicos que é a instalação de dois colírios, que é um antibiótico e um antiflamatório, temos dois enfermeiros treinados e bem orientados para isso, porque os idosos têm que ser bem assistidos, tem que ter uma orientação bem adequada", afirma a enfermeira.

Para o diretor do Hospital Regional Deolindo Couto, esse é um momento de comemorar o sucesso que foi o mutirão e de agradecimentos a todos os envolvidos, que desde o início deram total apoio e que trabalharam pra valer durante esses dias de mutirão.

"Esse mutirão teve toda uma logística realizada através das secretarias municipais de saúde, através da comissão de gestores regionalizados, tudo foi pactuado toda a lista de pacientes foi encaminhada através dos municípios, teve o acompanhamento do Ministério Público e do conselho Regional de Medicina (CRM), então foi uma iniciativa bastante organizada que teve um preparo muito grande para que viesse acontecer e ter esse resultado tão positivo que a gente teve. Não posso deixar de citar e agradecer toda a equipe de profissionais do Hospital Regional Deolindo Couto, desde o pessoal da limpeza, o pessoal que fez o acompanhamento da triagem dos pacientes, as meninas que fizeram a seleção, as fichas, os cadastros, os técnicos de enfermagem, os enfermeiros, os médicos envolvidos, todo o pessoal do centro cirúrgico, a equipe do hospital como um todo meu muito obrigado e gostaria de parabenizar a equipe itinerante do Governo do Estado que participa dos mutirões que fez vários elogios a toda a nossa equipe do Hospital regional Deolindo Couto, a gente fica muito feliz com esse reconhecimento desses profissionais", finalizou Alípio Sady.

Pacientes relatam suas dificuldades e superações

"Eu estava em casa e senti o olho meio embaçado, mais não falei nada para ninguém, aí no outro dia o outro olho também já embaçou aí em questão de 20 dias eu já não enxergava mais nada. Disseram-me que óculos resolvia o problema, aí eu fui atrás, fiz todos os testes e fiquei sabendo que o caso era mais complicado, aí passei pelo médico e oftalmologista me disse que era catarata. O caso aconteceu depois que eu tive minha menina, quando a minha filha tinha 5 meses de nascida a catarata apareceu. Eu sempre corri atrás pra fazer a cirurgia mais sempre me disseram que não dava, porque tinha muita gente na frente. Sempre pediam pra eu ir atrás de um médico, de um especialista, por que isso não era normal pra minha idade, se isso era catarata mesmo. Minha filha já tem 2 anos e faz um ano e pouco que não vejo ela. Agora eu voltei a enxergar através da cirurgia feita aqui no mutirão e eu estou muito feliz em poder ver minha filha novamente, em poder enxergar", disse Jaciara.

"Depois de um ano eu percebi que estava com cataratas nos dois olhos. Na escola tenho que sentar-se à mesa do professor para enxergar o que o professor está escrevendo na lousa, porque da carteira onde sento não dá para enxergar, agora depois que eu voltei a enxergar melhor está muito bom, bem melhor do que antes", disse Lucas.

Da Redação
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