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Limpeza do Delta do Parnaíba vai demorar dias; autoridades traçam estratégias

Autoridades ligadas ao meio ambiente, Marinha e Exército, se reuniram neste domingo (17) para traçar estratégias de como limpar o Delta do Parnaíba, afetado com as manchas de óleo que voltaram a aparecer no litoral do Piauí desde a última quinta-feira. Segundo informações da Marinha, repassadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cerca de uma tonelada de óleo chegou ao único delta em mar aberto das américas.

“Teve um sobrevoo ontem e segundo o representante do Icmbio, cerca de uma tonelada de óleo atingiu o delta”, disse o capitão dos Portos do Piauí, Benjamin Dante Duarte.

A aeronave da Marinha detectou óleo na Barra da Melancieira, Iha do Cajú, Ilha do Passeio e Ilha dos Poldros. 

Segundo o capitão, o trabalho de limpeza no Delta deve demorar dias, devido as condições de acesso à área.

“Tivemos reuniões com o Icmbio, Exército e Marinha para traçar estratégia para a limpeza do delta, que vai demandar muitos dias. Não é simples, não é uma coisa de um dia, são de vários dias”, declarou.

Foto: Marinha


Delta do Parnaíba tomado por manchas de óleo

Ainda de acordo com o capitão, nesta segunda-feira o navio Guanabara começa a monitorar todo o litoral do estado, que possui cinco praias afetadas até o momento, sendo três consideradas impróprias para o banho. 

A boa notícia, segundo o capitão, é que um sobrevoo neste domingo não detectou óleo na superfície do mar. “Neste momento não há óleo na superfície do mar”, garantiu.

Foram consideradas impróprias para banho as praias de Atalaia e Peito de Moça, ambas em Luis Correia, e Pedra do Sal em Parnaíba. Nesta última, foram retirados só no sábado 1.650 kg de resíduos contaminados com óleo.

Hérlon Moraes
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