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Agespisa busca novos poços d'água para abastecimento de Pedro II

Equipes de geólogos da Agespisa realizam esta semana novas visitas técnicas à região urbana de Pedro II. O objetivo é encontrar novos poços com boa vazão para complementar o atual volume de água disponível para a cidade. As imediações da localidade Santana, que já serviu como manancial para a região, são um dos focos dos estudos. 

Segundo o diretor de Operações da Agespisa, José Maria Freitas, a busca por novos poços e pelo consumo consciente da população são as soluções emergenciais para o problema de falta de água na cidade, que se encontra afetada pelo baixo volume de água de sua principal fonte hídrica, o açude Joana.

“Em nenhum momento paramos de perseguir essa solução, de procurar alternativas. Estamos investindo em ações para reforço no sistema, para aumentar a disponibilidade de água para a população. A dificuldade de manancial de água em Pedro II é muito grande por conta desse problema natural da seca, que deixou o açude com um nível muito baixo”, explicou o diretor.

Com a estiagem e a queda no volume do açude Joana, Pedro II passou a ser abastecida por quatro poços perfurados na margem do açude, com vazão total de 80 mil litros de água por hora, somados a novas perfurações na fonte Pirapora (12 mil litros por hora) e na estação de tratamento da cidade (12 mil litros por hora), resultando num total de quase 110 mil litros por hora.

De acordo com a Agespisa, a meta é elevar o volume de água, através do reforço com a perfuração de mais poços, para 150 mil litros de água por hora, nível considerado razoável de acordo com normas da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma outra dificuldade enfrentada pelos técnicos é encontrar poços com vazão significante. “O problema de Pedro II além da questão da estiagem e o esvaziamento do açude, é o subsolo que não é promissor no quesito de poços. Já perfuramos 800 metros e não encontramos uma vazão significante”, relatou Freitas. 

Consumo consciente

Para ir de encontro ao baixo volume das reservas hídricas da região, a população também tem um papel importante. De acordo com José Maria Freitas, deve-se priorizar os “usos nobres”, utilizando e regrando a água ao usá-la na cozinha, ao beber, tomar banho e dar descarga. O uso para a lavagem de veículos e de pisos deve ser evitado ou feito com a utilização de água reaproveitada. 

Fonte: Ccom