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Piripiri realiza ato contra exploração sexual de crianças e adolescentes

A Secretaria do Trabalho e Assistência Social de Piripiri realizou, na Praça da Bandeira, evento alusivo ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. A data remete ao dia 18 de maio de 1973, quando a Araceli Crespo, de 8 anos, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta em Vitória (ES). Os agressores nunca foram punidos.
 
De acordo com a secretária de Trabalho e Assistência Social, Socorro Menezes, a importância da data, fomenta a denúncia e o cuidado dos pais e responsáveis. “As crianças e adolescentes precisam de suporte. A nossa sociedade precisa acordar para o problema”, destacou a secretária. No Brasil, o Disque 100 e o aplicativo Proteja Brasil são os principais meios de denúncia dos crimes envolvendo crianças e jovens. Apenas em 2015 e 2016, 37 mil casos de denúncias de violência sexual na faixa etária de 0 a 18 anos foram recebidos pelo Disque 100.
 
“O diálogo e o cuidado dos pais aliado à denúncia são as ferramentas mais eficazes no combate ao abuso de crianças e adolescentes. Trabalhamos em conjunto com várias instituições, a justiça, o executivo, ministério público e conselho tutelar, para junto caminharmos para a extinção deste mal que assola nossa sociedade”, explica Socorro Menezes. No Brasil a maior parte das denúncias é referente aos crimes de abuso sexual (72%) e exploração sexual (20%). As demais ligações estavam relacionadas a outras violações como pornografia infantil, sexting, grooming, exploração sexual no turismo, estupro.
 
Segundo o governo federal cerca de 67,7% das crianças e jovens que sofrem abuso e exploração sexuais são meninas. Os meninos representam 16,52% das vítimas. Os casos em que o sexo da criança não foi informado totalizaram 15,79%. “Existe uma urgência no combate ao abuso e eventos com esta magnitude mostram como o governo municipal está pronto para em conjunto com as demais instituições, sermos atuantes e enérgicos no trato com situações desta natureza”, ressalta o prefeito Luiz Menezes.
 
Dados do governo federal mostram que 40% dos casos eram referentes a crianças de 0 a 11 anos. As faixas etárias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos correspondem, respectivamente, 30,3% e 20,09% das denúncias. Já o perfil do agressor aponta homens (62,5%) e adultos de 18 a 40 anos (42%) como principais autores dos casos denunciados.

Fonte: Ascom