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Presidente da FMS alerta população sobre perigo da proliferação da Febre Amarela em Teresina

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Sílvio Mendes, convocou a imprensa para fez um apelo à toda a população. Ele pede que todos façam limpeza em seus imóveis para evitar o acúmulo de lixo e água, que possam a vir gerar proliferação de mosquitos transmissores de doenças. 

Ao mesmo tempo ele ressaltou que se as pessoas não fizerem essa limpeza, a febre amarela pode acometer o cidadão teresinense e ser proliferada a partir da capital. O presidente da FMS configurou a questão de saúde pública com a “omissão e falta de educação” de proprietários de imóveis da limpeza para evitar os criadouros dos mosquitos. 
 
Sílvio Mendes destacou que a Prefeitura sozinha não consegue realizar todo trabalho de limpeza que a cidade precisa e a população pode ficar atenta, cuidando tanto dos seus imóveis como observando os locais onde pode haver criadouros para fazer denúncias. 

“Nós gastamos mais de R$ 6,5 milhões com limpeza de imóveis por mês, sendo que apenas 25% do território de Teresina é de via pública, ou seja, três quartos é de propriedade privada e é impossível, mesmo com todos os recursos, a Prefeitura dar conta de todo trabalho”, declarou. 

De acordo com Sílvio Mendes, mais de 300 agentes e 100 militares do Exército fazem trabalho de limpeza, percorrendo principalmente as áreas de maior risco, altos índices de proliferação de mosquitos e esse trabalho também é feito aos sábados. 

 

Flash de Lyza Freitas
Redação Caroline Oliveira
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OMS: antes de 2020 não terá vacina segura contra Zika

Foto: Reprodução/TV Brasil

Um anos depois da declaração de emergência internacional sobre o Zika, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que, em grande parte do mundo o vírus está “firmemente entrincheirado”, apesar de existirem “incertezas” relacionadas à doença. Ao fazer um balaço das ações para combater o vírus, adotadas nos últimos 12 meses, Chan estimou que antes de 2020 não será licenciada uma vacina segura contra o Zika.

“De acordo com as recomendações da OMS, algumas abordagens inovadoras para o controle dos mosquitos estão sendo experimentadas de maneira piloto em vários países, com resultados promissores. Cerca de 40 vacinas estão em preparação. Enquanto alguns avançaram para ensaios clínicos, uma vacina julgada segura o suficiente para uso em mulheres em idade fértil pode não ser totalmente licenciada antes de 2020”, disse Chan em evento realizado ontem (1º) em Genebra, na Suíça.

A diretora-geral da OMS lembrou que o surto da doença revelou falhas nos serviços de planejamento familiar e o desmantelamento de programas nacionais de controle de mosquitos. Segundo Chan, passada a fase mais aguda do problema, os países precisam tratar do Zika de forma continuada e em longo prazo.

“A OMS e os países afetados precisam manejar o Zika não em uma situação de emergência, mas da mesma forma continuada com que respondemos a outros patógenos propensos a epidemias, como dengue e chikungunya, que vem e vão em ondas recorrentes de infecção”, alertou. Para isso, de acordo com ela, a OMS vai criar um “mecanismo interorganizacional” para fornecer orientações continuadas a intervenções eficazes e apoio às famílias nos países com circulação do vírus.

Para Margaret Chan, a declaração de emergência internacional estimulou uma resposta intensa e coordenada e atraiu financiamento necessário para desenvolvimento de pesquisas. Ela lembrou que os estudos desenvolvidos por cientistas conseguiram provar que a infecção pelo Zika causa microcefalia e desencadeia a Síndrome de Guillain-Barré.

Mesmo assim, a diretora-geral da OMS fez um alerta de que a propagação internacional do vírus se manteve, apesar da melhoria dos sistemas de vigilância. “Cerca de 70 países e territórios das Américas, da África, Ásia e do Pacífico Ocidental têm relatado casos desde 2015. As consequências documentadas para recém-nascidos têm crescido para uma longa lista de distúrbios conhecida como “Síndrome Congênita do Vírus Zika”. Sabemos que o vírus pode ser transmitido por relações sexuais, acrescentando mais recomendações preventivas para as mulheres em idade fértil”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Presidente da Fiocruz diz que é praticamente impossível erradicar o Aedes

Nísia Trindade disse que o combate é o principal desafio da saúde pública nos dias de hoje (Peter Ilicciev/Fiocruz )

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse hoje (31) que atualmente é praticamente impossível erradicar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela.

“O combate ao Aedes talvez seja o maior desafio da saúde pública, afinal, existe uma série de fatores que deveriam ser realizados para que esse combate fosse de fato eficiente e acabasse com o vetor dessas doenças. Hoje é praticamente impossível acabar com ele”, disse Nísia durante seminário sobre a febre amarela e o monitoramento de primatas em território fluminense, realizada na própria fundação, em Manguinhos, zona norte da cidade.

“Por isso estamos aqui falando de controle de endemias, políticas sistemáticas de monitoramento, etc. O verão é a ocasião perfeita para a reprodução desse inseto, mas o combate tem que ser o ano inteiro, monitorando a saúde como uma só, tanto de seres humanos como de animais, já que os macacos fazem parte do ciclo silvestre da febre amarela”, completou.

Com relação à febre amarela, Nísia buscou tranquilizar a população. “É importante salientar que o cenário não é de desespero. Temos vacina suficiente para aplicarmos naqueles que necessitam, e os que não precisam, peço que, por favor, não façam uso da medicação, pois estarão retirando do público-alvo”, destacou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, reforçou o pedido da presidente da Fiocruz para o uso consciente da vacina e fez questão de ressaltar ao povo fluminense que, hoje, o Rio de Janeiro é um estado sem quaisquer indícios da febre amarela.

“O povo do estado do Rio pode ficar tranquilo quanto a isso. Claro que estamos alertas, afinal, um dos nossos estados vizinhos está passando por um surto da doença, mas no nosso não existe nenhum indício da febre amarela”, destacou.

“O que estamos realizando são ações de prevenção, como um cinturão de vacinas em cidades que ficam na divisa com Minas Gerais, e oferecendo a medicação para aqueles que viajarão, com um prazo de dez dias de antecedência, para Minas. Temos vacinas o suficiente para dar conta de toda essa demanda, contanto que a sociedade colabore e não vá ao posto de saúde procurando se vacinar sem necessidade”.

Fonte: Agência Brasil 

Realizada 47ª edição da Faxina dos Bairros em Teresina

A 47ª edição da Faxina nos Bairros teve como ponto de partida, na manhã deste sábado (28), a Unidade Básica de Saúde do bairro Anita Ferraz, localizado na zona Leste da cidade. A operação de limpeza, coordenada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs), promove educação com foco no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya.

Foto: Wilson Filho


 
Acompanhado do presidente da FMS, Sílvio Mendes, e dos agentes de endemia, o prefeito Firmino Filho visitou casas e conversou com populares alertando sobre os cuidados que devem ser tomados, especialmente no período chuvoso. “Todos devem ter consciência da importância do seu papel no combate ao Aedes, mantendo suas casas limpas, livres de focos do mosquito. A Prefeitura está fazendo sua parte, mas precisamos nos unir para vencermos essa batalha”, disse.
 
Na casa de dona Maria dos Remédios da Conceição o prefeito plantou uma muda de árvore, distribuída pelo Caminhão do Verde, da Coordenação de Arborização da Prefeitura. “Estou feliz e agradecida com essa visita do prefeito e dos agentes da Fundação de Saúde, que recolheram todo o lixo do meu quintal. Recebi orientação durante a semana e já deixei tudo separado, assim fica mais fácil para todo mundo. Se todos fazem sua parte, Teresina vence esse mosquito”, declarou a moradora.
 
A Faxina nos Bairros acontece desde o final de 2015 e em 46 edições já recolheu mais de 4.528 toneladas de lixo em toda a cidade. Todos os sábados são selecionados quatro bairros em cada região de Teresina para receber um mutirão de limpeza e educação, onde os moradores são incentivados a realizar uma faxina em suas casas e depositar nas calçadas todo o lixo inservível (inclusive os de grande porte, como móveis e eletrodomésticos velhos) para recolhimento pelos caminhões das SDUs.
 
“A população é avisada por carros de som e nas visitas dos agentes de saúde e endemia, então uns dois dias antes da faxina a SDU já começa o trabalho de capina nas áreas e no sábado é o Dia D”, explica a gerente de zoonoses da FMS, Oriana Bezerra. Neste Dia D também é feita uma caminhada educativa, em que a população recebe panfletos sobre o tema e é orientada a realizar o descarte correto do lixo, evitando o acúmulo de água e a reprodução do mosquito.
 
Cronograma Faxina nos Bairros – 28.01.2017
 
Zona Centro/Norte: Piçarra
Ponto de Partida: Igreja São Raimundo
Quadrante: Av. Miguel Rosa, Av. José dos Santos e Silva, Rua Picos, Rua Desembargador José Messias, Rua Mato Grosso, Av. Higino Cunha, Rua Higino Cunha, Rua Goiás, Ferrovia
 
Zona Leste: Pedra Mole
Ponto de Partida: UBS Anita Ferraz
Quadrante: Vila Anita Ferraz, Vila Nova, Conjunto Pedra Mole
 
Zona Sudeste: Itararé II
Ponto de Partida: Praça do Bambu
Quadrante: Avenida Joaquim Nelson, Avenida Monsenhor Zaul Pedreira, Avenida Noé Mendes
 
Zona Sul: Nossa Sra das Graças
Ponto de Partida: Praça da Capelinha Palha
Quadrante: Av. Joaquim Ribeiro, Av. José dos Santos e Silva, Rua São Francisco, Av. Nações Unidas, Rua 7 de Setembro 

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Faxina nos Bairros é retomada com caminhada educativa e coleta de lixo

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A operação Faxina nos Bairros foi retomada com força total hoje (14) nas quatro zonas da cidade. A concentração foi no bairro Parque Brasil III, com a presenta do prefeito Firmino Filho e do presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Sílvio Mendes, que participaram de uma caminhada educativa pelas ruas da região.

Durante a caminhada, a população recebia material educativo e era orientada a realizar o descarte correto do lixo, evitando assim o acúmulo de água e evitando a reprodução do mosquito Aedes aegypti (transmissor da zika, dengue e chikungunya), que tem preferência por estes ambientes. Em um trabalho conjunto entre a Fundação Municipal de Saúde (FMS) e Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs), é feita a limpeza das ruas, por meio da capina e do recolhimento do lixo doméstico que é depositado nas calçadas.

“A população é avisada por carros de som e nas visitas dos agentes de saúde e endemia”, explica a gerente de zoonoses da FMS, Oriana Bezerra. “Uns dois dias antes da faxina a SDU já começa o trabalho de capina e no sábado é o dia D, quando o caminhão passa recolhendo o lixo doméstico que não é recolhido pela limpeza normal, como móveis e eletrodomésticos sem serventia que estavam nos quintais”, diz a gerente.

A Faxina nos Bairros acontece desde o final de 2015 e em 44 edições já recolheu mais de 4280 tonelas de lixo em toda a cidade. “Foi um projeto que deu certo em 2016 e por isso estamos retomando durante todo o ano de 2017”, diz o prefeito Firmino Filho. Segundo ele, trata-se de um trabalho integrado entre órgãos como a FMS, SDUs e também Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) e outras, em prol da saúde da população.

De acordo com o presidente da FMS, Sílvio Mendes, o desafio para a Faxina em 2017 será manter terrenos baldios limpos, pois são locais onde as pessoas descartam lixo sem critério. “Dengue, zika e chikungunya só existem porque nós permitimos. Teresina é uma cidade ainda muito cheia desses terrenos que são fontes de doenças. A prefeitura gasta 6,5 milhões de reais com limpeza, e o que nos basta é manter a cidade limpa para evitarmos estas doenças”, alerta ele.

O morador Francisco Gomes compartilha da mesma opinião. Segundo ele, os terrenos são o grande problema do Parque Brasil III, e mesmo a Prefeitura fazendo a sua parte, a população não pode descansar. “O que vemos é que não basta cuidar de sua própria casa, os nossos vizinhos tem que fazer a parte deles e os proprietários de terrenos baldios também. Quando o morador não mantém o terreno limpo ele vira foco de doenças”.

Firmino Filho faz um apelo para que a comunidade não deixe de fazer a sua parte, tendo em mente o risco das doenças especialmente para as crianças. “Vamos manter as complicações destas doenças, como a microcefalia, longe de nossa cidade”, diz o prefeito. “Com isso teremos um ambiente saudável e livre de doenças”, finaliza ele. 

 

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Brasil poderá ter vacina contra a dengue em 2019

A vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã, poderá ser usada em larga escala em 2019. O produto passa agora por testes.

Foram instalados centros em 13 cidades de cinco regiões do país visando imunizar voluntários e avaliar a eficácia do produto. Até o momento, já foram aplicadas doses em 4 mil pessoas, das 17 mil que deverão participar dos testes.

Essa é a última fase antes da vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o diretor Instituto Butantã, Jorge Kalil, é possível que a vacina chegue à população em 2019.

“Eu acho difícil que ela esteja disponível já no ano que vem. Mas nós vamos trabalhar para que esteja. Mas talvez no outro verão possa estar disponível. Agora, depende de muitas coisas”, ressaltou.


Fonte: Agência Brasil 

Piauí receberá R$ 2,6 milhões em recursos para combate ao Aedes

Para reforçar a prevenção às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Ministério da Saúde vai repassar a todos os municípios brasileiros e ao Distrito Federal R$ 152 milhões extras destinados as ações de combate ao mosquito. Para os 224 municípios do Piauí, serão destinados R$ 2,6 milhões ao enfrentamento ao vetor.

O recurso foi garantido em portaria publicada nesta quinta-feira (29) e deverá ser liberado aos municípios em duas etapas. Na primeira, R$ 91,2 milhões serão repassados a partir da data da publicação da portaria. Para o estado do Piauí, a primeira parcela corresponde a R$ 1,59 milhão. O repasse da segunda parcela está condicionado ao cumprimento de alguns critérios, cujas informações deverão ser consolidas pelas Secretarias Estaduais de Saúde e repassadas ao Ministério até o dia 30 de junho de 2017.

Para receberem a segunda parcela de R$ 60,8 milhões, sendo R$ 1,06 milhão para Piauí, os municípios deverão: realizar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) para os casos de cidades com mais de dois mil imóveis precisarão; já os municípios com menos de 2 mil imóveis  deverão realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA); as cidades sem infestação do mosquito deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa e, excepcionalmente serão consideradas as metodologias alternativas de levantamento de índices executados pelos municípios, desde que essas informações sejam repassadas ao Governo Federal.

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, considera de fundamental importância este recurso extra para as ações de prevenção e controle do vetor. “Com este reforço financeiro, os municípios vão poder concentrar ainda mais esforços no combate ao mosquito evitando, assim, a proliferação do mosquito e, consequentemente a transmissão da dengue, vírus Zika e chikungunya. A necessidade de realização de levantamentos de índices de infestação será uma ferramenta fundamental para qualificar as ações de prevenção e controle do mosquito”, reforçou o ministro.

LIRAa - Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção. O último LIRAa, divulgado pelo Ministério da Saúde, em novembro deste ano, apontou que 855 cidades encontram-se em situação de alerta e risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Isso representa 37,4% dos municípios pesquisados, enquanto que 62,8% dos municípios (1.429) estão em situação satisfatória.

DENGUE - O Brasil registrou, até 10 de dezembro, 1.487.673 casos de dengue. Considerando as regiões do país, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores números de casos, com 855.425 casos e 323.558 casos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Centro-Oeste (197.033), Sul (73.196) e Norte (38.461).

ZIKA - Foram 211.770 casos prováveis de febre pelo vírus Zika em todo o país, até o dia 10 de dezembro, o que representa uma taxa de incidência de 103,6 casos a cada 100 mil habitantes. A transmissão autóctone do vírus no país foi confirmada a partir de abril de 2015, com a confirmação laboratorial no município de Camaçari (BA). O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos de Zika em fevereiro deste ano. Desde então, estados e municípios vinham preparando seus sistemas de registros para encaminhar estas notificações ao Ministério da Saúde. Antes disso, o monitoramento do vírus Zika era realizado por meio de vigilância sentinela.

A região Sudeste teve 90.625 casos prováveis da doença, seguida das regiões Nordeste (75.733); Centro-Oeste (31.707); Norte (12.749) e Sul (956). Considerando a proporção de casos por habitantes, a região Centro-Oeste fica à frente, com incidência de 205,3 casos/100 mil habitantes, seguida do Nordeste (133,9); Sudeste (105,7); Norte (73,0); Sul (3,3).

CHIKUNGUNYA - Foram notificados, até 10 de dezembro, 263.598 casos prováveis de Chikungunya. Neste ano, foram registrados 159 óbitos pela doença, nos estados de Pernambuco (54), Paraíba (32), Rio Grande do Norte (25), Ceará (21), Rio de Janeiro (9), Alagoas (6), Bahia (4), Maranhão (5), Piauí (1), Sergipe (1) e Distrito Federal (1). Os óbitos estão sendo investigados pelos estados e municípios mais detalhadamente, para que seja possível determinar se há outros fatores associados com a febre, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros.

 

redacao@cidadeverde.com

Militares do Exército iniciam combate ao mosquito nos bairros de Teresina

Com o início do período chuvoso, a preocupação com os vírus transmitidos pelo Aedes Aegepti continua. O Exército Brasileiro vai ajudar no combate à Zika, Chicungunya e a Dengue a partir desta terça-feira(03) em 12 bairros da capital. 

São 90 militares que passaram por capacitação realizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e estão aptos a identificar os focos do mosquito. 

De acordo com o comandante do 2º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), tenente coronel Alessandro da Silva, os militares precisam de autorização dos moradores para entrar nas casas. 

“Nossos militares juntamente com os agentes de saúde da FMS entrarão nas casas, desde que seja autorizada nossa entrada, para que possamos ser identificar os focos de proliferação da Zika, da Dengue e da Chincungunya. A experiência do ano passado foi positiva, tendo em vista que a população normalmente recebe bem os nossos militares e isso facilita o trabalho”, destaca. 

O comandante destaca que a população não deve esperar somente pelo trabalho do Exército e dos governos e também procurar eliminar os vetores. “A população tem que se conscientizar que dentro da sua casa e próximo aos escritórios e seus locais de trabalho é importante a ação para combater o mosquito”, ressalta. 

Veja a programação do Exército nos bairros da zona Sul: 

Santo Antônio de 3 a 6 de janeiro
Angelim I 9 a 20 de janeiro
Angelim II e Angélica 23 de janeiro a 03 de fevereiro
Parque Sul e São Lorenzo de 6 a 10 de fevereiro
Parque Jacinta, Juliana e Brasilar 13 a 15 de fevereiro
Esplanada 16, 17 e 20 de fevereiro
Portal da Alegria e Pedra Miuda 23, 24 de fevereiro e 1 a 4 de março  

 

Caroline Oliveira
carolineoliveira@cidadeverde.com

BID investe na busca de respostas para combater o vírus Zika

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Estudantes e especialistas em epidemiologia e Big Data (estudo sobre grande volume de dados) se unem a partir de hoje (2), na cidade do Rio de Janeiro, para explorar o potencial dos dados e da tecnologia na busca de soluções no combate ao vírus zika.

O evento colaborativo Alerta Zika é uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), a Secretaria Municipal de Saúde e o Lab.Rio, da prefeitura carioca.

Durante dois dias, serão explorados os fatores epidemiológicos, ambientais e sociais que explicam o avanço da doença. O objetivo é desenvolver algoritmos e gerar visualizações que mostrem valor na solução do desafio. “Quando a epidemia de zika surgiu, em 2015, muitos cidadãos procuraram as redes sociais para encontrar aconselhamento e remédios. É possível que, monitorando as conversas no Facebook ou Twitter, possamos detectar o avanço da epidemia”, disse Antonio Moneo, especialista em dados abertos do BID.

Dentre os desafios, está o de prever se haverá novo surto de zika no próximo verão, na capital fluminense. De acordo com a subsecretária de Promoção de Vigilância e Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Betina Durovni, os mais de 30 mil casos de zika, registrados na cidade, no ano passado, pode se repetir no ano que vem. “É importante que possamos nos antecipar a uma nova epidemia, se quisermos contê-la”, disse ela.

No início da pandemia (epidemia ampliada em uma região maior, coninental) achava-se que o vírus era transmitido apenas por picada do mosquito. Recentemente, descobriu-se que também é transmitido através de outros canais – como relações sexuais, por exemplo –, como explica estudo feito pela FGV, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

A especialista em saúde do BID, Diana Pinto, destacou que “a evidência emergente sobre as consequências neurológicas severas associadas ao vírus Zika , tanto em bebês como em adultos, colocou em xeque os sistemas de saúde na América Latina, pois a capacidade para tratamento e reabilitação desses problemas é limitada”.

A equipe vencedora que apresentar o melhor projeto será convidada a apresentar os resultados no evento Aula BID,  na próxima segunda-feira (5), sobre os principais desafios da região. Um representante das três equipes vencedoras participará de seminário sobre o vírus no primeiro trimestre de 2017, na sede do BID, em Washington, nos Estados Unidos.

A iniciativa Alerta Zika surgiu a partir do projeto Zika SmarterCrowdsourcing, que discutiu soluções palpáveis para questões relacionadas às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, chikungunya e zika.

Fonte: Agência Brasil

BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de combate ao zika

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de combate ao Aedes aegypti. 

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para a saúde pública, evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec. 

Diagnóstico 

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença.

O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Combate 

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya. 

Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

Pesquisa 

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública.

Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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