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Chikungunya aumenta 115% no Piauí e dados preocupam Sesapi

O Piauí registrou 4.114 notificações de chikungunya entre 01 de janeiro a 09 de agosto deste ano, em 88 municípios. O número é 115,3% em relação ao mesmo período de 2016. 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi), as maiores incidências de chikungunya por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Cajueiro da Praia (1530,0), São Raimundo Nonato (1497), Várzea Branca (940,9), Luis Correia (740,9) e Arraial (663,8).

O supervisor do programa da dengue, Antônio Manuel Araújo, chama a atenção para o papel dos municípios nas ações de combate ao Aedes que “devem, em primeiro lugar, manter o controle do mosquito através das suas equipes de combate às endemias e dos agentes comunitários em saúde, identificando e eliminando focos em todos os imóveis do município, principalmente nos bairros com maior concentração de casos”.

Outra questão a ser efetivada pelo município, ainda de acordo com o coordenador, é buscar “envolver a população, porque em cada domicílio, se as pessoas não tiverem o devido cuidado, especialmente com os depósitos das águas armazenadas, mantendo os recipientes fechados, não conseguiremos controlar esse mosquito e também com as fossas porque o mosquito se reproduz também em água suja”, disse.

Dengue

Em relação a dengue, o Estado registrou uma redução de 13,3% nos casos de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 4.195 casos notificados em 120 municípios. 

Os municípios que apresentaram maior número de notificações da doença foram Teresina (2.010), São Raimundo Nonato (173), Pedro II (162), Floriano (161) e Oeiras (159). Na capital foram registrados três e em Piracuruca dois casos de dengue com sinais de alarme.

Já a zika foram apontadas 137 notificações em 18 municípios. Os números da microcefalia registram 10 novos casos em 2017.

Os dados foram apresentados pela Sala Estadual de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento à Microcefalia, da Secretaria de Estado da Saúde.


Da redação
redacao@cidadeverde.com

Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir Zika


O pernilongo Culex quinquefasciatus que, como o Aedes, é comum em áreas urbanas (Foto: Wikimedia Commons)

O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.


O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas
(Imagem:Christina Peixoto, pesquisadora da Fiocruz PE)

 

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.

O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.


Fonte: Agência Brasil 

Estudo da Fiocruz alerta para risco de reurbanização da febre amarela no Brasil


Estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, da França, mostrou que o Brasil corre o risco de uma reintrodução do vírus da febre amarela no ambiente urbano.

A pesquisa envolveu 11 populações de mosquitos transmissores da doença no Brasil (Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leocucelaenus e Sabethes albipirvus) e uma do Congo, na África, local de origem do vírus. O trabalho foi publicado na revista internacional Scientific Reports e contou também com a colaboração do Instituto Evandro Chagas, do Pará.

Três regiões que são cenário epidêmico e epizoótico (em que a infecção ocorre ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica, semelhante a uma epidemia em humanos) da febre amarela silvestre foram pesquisadas: Rio de Janeiro, Goiânia e Manaus.

Segundo a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários da Fiocruz, o Rio de Janeiro é o que apresenta o maior potencial de disseminação do vírus em área urbana. Em Goiânia e Manaus as populações de mosquitos também foram suscetíveis à transmissão da doença, mas em menor grau.

Os pesquisadores infectaram os mosquitos com três cepas do vírus, sendo duas que circulam atualmente no Brasil e uma na África. “As populações que hoje existem no Brasil de Aedes aegypti são competentes para a transmissão do vírus que circula atualmente nas áreas silvestres e, com isso, há uma probabilidade de ter uma reintrodução do vírus no ambiente urbano”, aponta o estudo.

Três regiões que são cenário epidêmico e epizoótico (em que a infecção ocorre ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica, semelhante a uma epidemia em humanos) da febre amarela silvestre foram pesquisadas: Rio de Janeiro, Goiânia e Manaus.

Segundo a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários da Fiocruz, o Rio de Janeiro é o que apresenta o maior potencial de disseminação do vírus em área urbana. Em Goiânia e Manaus as populações de mosquitos também foram suscetíveis à transmissão da doença, mas em menor grau.

Os pesquisadores infectaram os mosquitos com três cepas do vírus, sendo duas que circulam atualmente no Brasil e uma na África. “As populações que hoje existem no Brasil de Aedes aegypti são competentes para a transmissão do vírus que circula atualmente nas áreas silvestres e, com isso, há uma probabilidade de ter uma reintrodução do vírus no ambiente urbano”, aponta o estudo.

Risco

Dinair, que é a primeira autora do artigo, explicou que isso é possível porque as pessoas se infectam no ambiente silvestre e, ao retornarem à cidade, são picadas pelo Aedes aegypti, que é o principal vetor de febre amarela urbana. Com isso, inicia-se um ciclo urbano. A pesquisadora deixou claro, contudo, que até agora esse cenário não foi identificado.

O risco de reurbanização da doença é real, mas segundo Dinair não há motivo para pânico na população. Para impedir que a febre amarela, até então silvestre, possa voltar a circular nas cidades, devem ser tomadas medidas preventivas, com destaque para a vacinação, principalmente de crianças. Outra medida importante é a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. “Essas são as duas possibilidades que temos a fazer no controle de uma emergência de febre amarela urbana”, disse a entomologista.

Dinair lembrou que a vacinação deve ser exigida pelas autoridades também de pessoas que vêm para o Brasil oriundas de áreas endêmicas, como a África. Essa é uma regra internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS). "A vacina é a única barreira que tem [contra a circulação do vírus]”, insistiu. Dentre os flavivírus que circulam hoje no Brasil, entre eles Dengue, Chikungunya e Zika, a febre amarela é o única para o qual existe vacina.

Ciclo

Segundo a pesquisadora, o ciclo de vida do vírus da febre amarela ocorre só entre mosquitos e macacos. O homem se infecta acidentalmente ao entrar na mata em que o vírus está circulando. Se estiver sem vacina, é infectado. No seu retorno à cidade, diante da população de Aedes aegypti competente para transmitir o vírus, há a possibilidade de ocorrer a reurbanização da febre amarela, reforçou Dinair.

A entomologista lembrou que a febre amarela é uma doença cíclica, que tem o período mais crítico no verão, diminuindo sua incidência no inverno. Prova disso, segundo ela, é que o número de casos de febre amarela silvestre diminuindo. O momento atual é ideal para a população e o Poder Público trabalhem para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Fonte: Agência Brasil 

Governo declara fim de emergência nacional pelo vírus Zika

O Ministério da Saúde declarou hoje (11) o fim da emergência nacional decretada em novembro de 2015 devido ao vírus Zika e sua associação com microcefalia e consequências neurológicas. Segundo a Pasta, o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, os casos não são mais incomuns ou inesperados.

“Já há conhecimento científico suficiente”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro. “A própria mobilização do ponto de vista de pesquisa, de insumos e de recursos foi suficiente. Os estudos continuam, e vamos prosseguir na rotina de combate às arboviroses”, afirmou.

A decisão ocorre 18 meses depois da decretação de emergência, segundo o ministério, em um momento de queda nos casos de Zika e microcefalia em todo o país. Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de Zika, uma redução de 95,3% em relação à 2016, quando ocorreram 170.535 notificações.

Segundo o ministério, os dados de microcefalia têm apresentado redução importante no número de casos novos notificados a cada semana, desde maio de 2016. Os casos novos mensais têm se mantido em 2%, desde janeiro deste ano; no pico dos casos de microcefalia, em dezembro de 2015, foi registrado aumento de 135% nas notificações.

“Do ponto de vista prático, não tem nenhuma mudança na assistência, na vigilância ou no diagnóstico”, disse Loureiro, reforçando que a retirada da emergência não enfraquece as políticas públicas que foram implantadas no período.

Os critérios internacionais de avaliação de risco para decretar e manter o estado de emergência são: o impacto do evento sobre a saúde pública; se o evento é incomum ou inesperado; se há risco significativo de propagação internacional; e se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais.

Para o ministério, o conjunto de ações voltadas para a eliminação dos mosquito Aedes aegypti contribuiu para a diminuição dos casos. Além disso, há uma maior proteção pessoal da população, escassez de chuvas em determinadas regiões do país e a imunização natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores.

O último boletim epidemiológico, de 1º de janeiro a 15 de abril deste ano, aponta redução de 90,3% dos casos de dengue; 95,3% de zika; e 68,1% de chikungunya em relação ao mesmo período de 2016.

Em 2017, foram confirmados 230 casos de microcefalia ligados a outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos estados, 2.837 casos suspeitos em todo o país. No total, 3.651 casos foram notificados neste ano.

Desde o início das investigações, em novembro de 2015, foram notificados ao Ministério da Saúde 13.490 casos, com 2.653 confirmações. Outros 5.712 casos foram descartados e 105 foram considerados prováveis. Há ainda 1.784 casos excluídos do sistema por não atenderem as definições de caso vigentes.

Fonte: Agência Brasil

Brasil combate doenças como há 110 anos, critica coordenador da Fiocruz

Foto: Roberta Aline/Cidade Verde

Em Teresina (PI), o coordenador da Fundação Oswaldo Cruz do Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, reforçou o alerta quanto ao avanço da Chikungunya no interior do Nordeste e criticou a forma como o poder público trata o que evitaria as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em entrevista ao Jornal do Piauí desta segunda-feira (17), o especialista em medicina tropical disse que o Brasil não conseguiu avançar em medidas básicas que evitariam a proliferação do mosquito, além de combater o vetor da doença como se fazia há um século. 

"O Brasil está com um modelo de controle dessas doenças que foi exitoso há 110 anos atrás. Nós estamos usando a mesma metodolofia de entrar casa a casa e colocas um inceticida", disse Venâncio, que não isentou o cidadão de fazer o seu dever de casa, mas colocou no poder público uma boa parcela de culpa em relação aos avanços da Chikungunya, Zika e outras doenças. "Há problemas individuais e também do poder público. Os dois precisam conversar melhor".

Entre os problemas relacionados a agentes públicos, o coordenador da Fiocruz sul-mato-grossense cita a coleta regular de lixo, o abastecimento de água e a implantação de esgotamento sanitário. Para Rivaldo Venâncio, o Brasil não acompanhou o crescimento da população e a mudança de famílias da área rural para a zona urbana. Os serviços necessários para que doenças como as citadas fossem evitadas são precários. 

No interior do Nordeste, cidades de médio porte com problemas de urbanização estão entre os municípios com maior risco de crescimento dos casos de Chikungunya, segundo o especialista da Fiocruz.

Cuidados com a Chikungunya
Caso a pessoa tenha sido infectada pelo mosquito transmissor, o paciente com suspeita de Chikungunya deve tomar alguns cuidados importantes. A orientação do especialista da Fiocruz é evitar se auto medicar, fazer repouso absoluto - o que na maioria dos casos impede a evolução da doença para a fase crônica -, e buscar apoio na rede de saúde para o tratamento adequado. Venâncio alerta que em boa parte dos casos, sobretudo nos pacientes mais velhos, a doença pode persistir de seis meses a até um ano, com dores nas juntas e articulações. 

 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Ministério da Saúde destina mais R$ 10 milhões para pesquisas sobre Aedes

O Ministério da Saúde anunciou hoje (30) que repassará mais R$ 10 milhões para a elaboração de pesquisas sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, Zika e chikungunya. Deste total, R$ 6 milhões serão destinados à criação de um banco nacional de amostras biológicas relacionadas a essas doenças, como sangue, urina e saliva.

O banco servirá de suporte aos pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destas amostras. Segundo o ministério, a estruturação do banco deve começar ainda em este ano e a coordenação será feita em conjunto com centros de pesquisas ainda a serem definidos.

Também serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à chikungunya, com previsão de um estudo de abrangência nacional, e será dado auxílio a pesquisadores na publicação de artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Segundo a pasta da Saúde, ao todo, já foram investidos, pelo governo federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Renezika

O anúncio da verba foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), realizado ontem (29) e hoje, em Brasília.

Barros disse ainda que, para ampliar a assistência, já foram destinados recursos para a habilitação de Centros Especializados em Reabilitação (CER) e para 51 novas equipes de Núcleos de Apoio de Saúde da Família. São R$ 10,9 milhões por ano para essas equipes, que contam com profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Desde outubro do ano passado, as crianças com síndrome congênita de Zika também contam com 52 novos CERs, especializados em serviços como, por exemplo, estimulação precoce. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades.

Segundo o ministro, 80% das crianças com microcefalia já estão sendo atendidas com atenção especializada, mas é preciso que as prefeituras façam com que elas cheguem aos centros. “Há um esforço nosso para ampla cobertura e para que as mães utilizem esse serviço. Só que o tratamento está nos centros especializados e, às vezes a mãe está em local afastado e as equipes precisam ir ao seu encontro, não é uma operação simples”, disse.

Cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e da Global Research Collaboration for Infectious Disease Preparedness (GloPID-R), bem como do setor produtivo público e privado, participaram do encontro da Renezika. Foram convidados também os secretários de saúde estaduais e gestores de secretarias municipais de locais em que a epidemia de zika, chikungunya ou dengue teve maior impacto.

Número de casos

Entre 1º de janeiro e 25 de março deste ano foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Segundo o ministério, também houve 97% de redução no número de óbitos, passando de 411, em 2016, para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Entre janeiro e 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período.

O Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país este ano. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

Fonte: Agência Brasil

Piauí reduz em 72,5% os casos de dengue, mas chikungunya aumentam

De janeiro a 9 de março de 2017, o Piauí notificou 248 casos de Dengue, uma redução de 72,5% em relação ao mesmo período do ano passado, em que registrou 905 casos. Já os casos de febre Chikungunya, foram 49 notificações, num aumento de 24,5% em relação ao mesmo período de 2016. Os dados são da Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental, da Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com o boletim, em 2017, a notificação dos casos de Dengue foi realizada por 40 municípios piauienses, em nenhum deles foi registrada alta incidência da doença nem dengue com sinal de alarme. Teresina, Uruçuí, Capitão de Campos, Lagoa de São Francisco, Picos, Parnaíba e Porto apresentaram maior número de casos prováveis notificados.

Os casos de Zika vírus foram sete, sendo um confirmado. As notificações ocorreram em três municípios.

Apesar da redução dos casos notificados de Dengue e diante dos números elevados de Chikungunya, Estado, municípios e a sociedade em geral devem continuar em alerta para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor daquelas doenças.

Confira o Boletim Epidemiológico

 

redacao@cidadeverde.com

Presidente da FMS alerta população sobre perigo da proliferação da Febre Amarela em Teresina

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Sílvio Mendes, convocou a imprensa para fez um apelo à toda a população. Ele pede que todos façam limpeza em seus imóveis para evitar o acúmulo de lixo e água, que possam a vir gerar proliferação de mosquitos transmissores de doenças. 

Ao mesmo tempo ele ressaltou que se as pessoas não fizerem essa limpeza, a febre amarela pode acometer o cidadão teresinense e ser proliferada a partir da capital. O presidente da FMS configurou a questão de saúde pública com a “omissão e falta de educação” de proprietários de imóveis da limpeza para evitar os criadouros dos mosquitos. 
 
Sílvio Mendes destacou que a Prefeitura sozinha não consegue realizar todo trabalho de limpeza que a cidade precisa e a população pode ficar atenta, cuidando tanto dos seus imóveis como observando os locais onde pode haver criadouros para fazer denúncias. 

“Nós gastamos mais de R$ 6,5 milhões com limpeza de imóveis por mês, sendo que apenas 25% do território de Teresina é de via pública, ou seja, três quartos é de propriedade privada e é impossível, mesmo com todos os recursos, a Prefeitura dar conta de todo trabalho”, declarou. 

De acordo com Sílvio Mendes, mais de 300 agentes e 100 militares do Exército fazem trabalho de limpeza, percorrendo principalmente as áreas de maior risco, altos índices de proliferação de mosquitos e esse trabalho também é feito aos sábados. 

 

Flash de Lyza Freitas
Redação Caroline Oliveira
redacao@cidadeverde.com

OMS: antes de 2020 não terá vacina segura contra Zika

Foto: Reprodução/TV Brasil

Um anos depois da declaração de emergência internacional sobre o Zika, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que, em grande parte do mundo o vírus está “firmemente entrincheirado”, apesar de existirem “incertezas” relacionadas à doença. Ao fazer um balaço das ações para combater o vírus, adotadas nos últimos 12 meses, Chan estimou que antes de 2020 não será licenciada uma vacina segura contra o Zika.

“De acordo com as recomendações da OMS, algumas abordagens inovadoras para o controle dos mosquitos estão sendo experimentadas de maneira piloto em vários países, com resultados promissores. Cerca de 40 vacinas estão em preparação. Enquanto alguns avançaram para ensaios clínicos, uma vacina julgada segura o suficiente para uso em mulheres em idade fértil pode não ser totalmente licenciada antes de 2020”, disse Chan em evento realizado ontem (1º) em Genebra, na Suíça.

A diretora-geral da OMS lembrou que o surto da doença revelou falhas nos serviços de planejamento familiar e o desmantelamento de programas nacionais de controle de mosquitos. Segundo Chan, passada a fase mais aguda do problema, os países precisam tratar do Zika de forma continuada e em longo prazo.

“A OMS e os países afetados precisam manejar o Zika não em uma situação de emergência, mas da mesma forma continuada com que respondemos a outros patógenos propensos a epidemias, como dengue e chikungunya, que vem e vão em ondas recorrentes de infecção”, alertou. Para isso, de acordo com ela, a OMS vai criar um “mecanismo interorganizacional” para fornecer orientações continuadas a intervenções eficazes e apoio às famílias nos países com circulação do vírus.

Para Margaret Chan, a declaração de emergência internacional estimulou uma resposta intensa e coordenada e atraiu financiamento necessário para desenvolvimento de pesquisas. Ela lembrou que os estudos desenvolvidos por cientistas conseguiram provar que a infecção pelo Zika causa microcefalia e desencadeia a Síndrome de Guillain-Barré.

Mesmo assim, a diretora-geral da OMS fez um alerta de que a propagação internacional do vírus se manteve, apesar da melhoria dos sistemas de vigilância. “Cerca de 70 países e territórios das Américas, da África, Ásia e do Pacífico Ocidental têm relatado casos desde 2015. As consequências documentadas para recém-nascidos têm crescido para uma longa lista de distúrbios conhecida como “Síndrome Congênita do Vírus Zika”. Sabemos que o vírus pode ser transmitido por relações sexuais, acrescentando mais recomendações preventivas para as mulheres em idade fértil”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Presidente da Fiocruz diz que é praticamente impossível erradicar o Aedes

Nísia Trindade disse que o combate é o principal desafio da saúde pública nos dias de hoje (Peter Ilicciev/Fiocruz )

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse hoje (31) que atualmente é praticamente impossível erradicar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela.

“O combate ao Aedes talvez seja o maior desafio da saúde pública, afinal, existe uma série de fatores que deveriam ser realizados para que esse combate fosse de fato eficiente e acabasse com o vetor dessas doenças. Hoje é praticamente impossível acabar com ele”, disse Nísia durante seminário sobre a febre amarela e o monitoramento de primatas em território fluminense, realizada na própria fundação, em Manguinhos, zona norte da cidade.

“Por isso estamos aqui falando de controle de endemias, políticas sistemáticas de monitoramento, etc. O verão é a ocasião perfeita para a reprodução desse inseto, mas o combate tem que ser o ano inteiro, monitorando a saúde como uma só, tanto de seres humanos como de animais, já que os macacos fazem parte do ciclo silvestre da febre amarela”, completou.

Com relação à febre amarela, Nísia buscou tranquilizar a população. “É importante salientar que o cenário não é de desespero. Temos vacina suficiente para aplicarmos naqueles que necessitam, e os que não precisam, peço que, por favor, não façam uso da medicação, pois estarão retirando do público-alvo”, destacou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, reforçou o pedido da presidente da Fiocruz para o uso consciente da vacina e fez questão de ressaltar ao povo fluminense que, hoje, o Rio de Janeiro é um estado sem quaisquer indícios da febre amarela.

“O povo do estado do Rio pode ficar tranquilo quanto a isso. Claro que estamos alertas, afinal, um dos nossos estados vizinhos está passando por um surto da doença, mas no nosso não existe nenhum indício da febre amarela”, destacou.

“O que estamos realizando são ações de prevenção, como um cinturão de vacinas em cidades que ficam na divisa com Minas Gerais, e oferecendo a medicação para aqueles que viajarão, com um prazo de dez dias de antecedência, para Minas. Temos vacinas o suficiente para dar conta de toda essa demanda, contanto que a sociedade colabore e não vá ao posto de saúde procurando se vacinar sem necessidade”.

Fonte: Agência Brasil 

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