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Governo do Piauí institui Medalha Alberto Silva

O governo do Piauí instituiu a ‘Medalha da Ordem Estadual Centenário Alberto Tavares Silva’. Segundo o governador Wellington Dias, a comenda é para reverenciar a memória do engenheiro Alberto Silva, ex-governador e ex-senador, na passagem dos 100 anos de seu nascimento.

A medalha será concedida a personalidades que colaboraram com o ex-governador em sua longa trajetória política e administrativa, na qual exerceu dois mandatos no Palácio de Karnak (1971-1975 e 1987-1991), dois mandatos também de senador (1979-1987 e 1999-2007) e mais dois de deputado federal (1995-1999 e 2007-2009).

A cerimônia de outorga da Medalha será realizada no dia 8 de novembro, quinta-feira da próxima semana, às 18 horas, no Auditório Serra da Capivara, no edifício-sede do Tribunal Regional do Trabalho – 22ª Região, na Avenida João XXIII.

O governo do Estado associou-se a outras instituições nas homenagens à memória de Alberto Silva, nascido em Parnaíba, em 1918, e falecido em 2009, em Brasília.

O centenário do nascimento dele está sendo lembrado também pela Assembleia Legislativa, as Prefeituras de Teresina e de Parnaíba, a Academia Piauiense de Letras e o Sesc Piauí.

A volta ao governo

Alberto Silva tentou voltar ao Governo do Piauí através do voto popular. Com o restabelecimento das eleições diretas para governador, em 1982, ele concorreu ao Palácio de Karnak, sendo derrotado pelo deputado federal Hugo Napoleão (PDS), apoiado pelo governador Lucídio Portella e todo o seu esquema político.

Mesmo vencido nas urnas, por uma diferença de 120 mil votos, ele não cruzou os braços. Ainda estava na metade do mandato de senador e se incorporou à campanha do PMDB para levar o já governador Tancredo Neves à Presidência da República, através do Colégio Eleitoral, onde foi seu eleitor.

Também com a volta das eleições diretas para os prefeitos das capitais, em 1985, comandou a campanha vitoriosa do deputado federal Wall Ferraz (PMDB) à Prefeitura de Teresina. 

Em 1986, foi novamente candidato a governador. Ele enfrentou nas urnas o então deputado federal Freitas Neto, o último prefeito nomeado de Teresina. Venceu o pleito com o apoio de antigos adversários, à frente o ex-governador Lucídio Portella, líder do PDS e seu companheiro de chapa.

Nessa campanha, estavam no palanque da oposição quatro ex-governadores: Chagas Rodrigues, Helvídio Nunes, Alberto Silva e Lucídio Portella. Helvídio concorria ao terceiro mandato de senador, mas não foi eleito. Chagas Rodrigues disputava o Senado pela terceira vez e saiu vitorioso.

Por Zózimo Tavares

zozimotavares@cidadeverde.com

A chegada ao Governo e Senado

Em 1970, numa articulação política comandada pelo coronel Virgílio Távora, uma das lideranças do Ceará com largo prestígio junto ao governo militar de 64, o engenheiro Alberto Silva foi escolhido governador do Piauí pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.

Ele tomou posse no Palácio de Karnak como um estranho no ninho, pois a política estadual era dominada pelo esquema do senador Petrônio Portella, já um líder nacional da Arena, o partido do governo.

Mas logo Alberto caiu na simpatia popular, pois o seu governo sacudiu o Piauí, abrindo frentes de obras públicas para todos os lados. Em seu mandato, o Estado foi ligado de ponta a ponta por estrada asfaltada. Foi a época das grandes obras públicas, destacando-se entre elas o estádio Albertão.

 

O começo da carreira de Alberto Silva


O Cidadeverde.com segue publicando uma série de matérias sobre o centenário de nascimento de Alberto Silva. Hoje, Dia do Piauí (19 de outubro), reproduzimos na íntegra uma frase que é uma declaração de amor ao estado. As matérias e pesquisas são dos jornalistas Zózimo Tavares e Yala Sena. Vamos iniciar falando sobre a carreira política e em textos seguintes divulgaremos áudios, fotos, vídeos e fatos marcantes do governador que marcou época. Fotos cedidas pela família.

Começo da carreira

Filiado à UDN, Alberto Silva foi eleito prefeito de Parnaíba, em 1948, e deputado estadual, em 1950. Com vocação para o executivo, renunciou ao mandato parlamentar para assumir a direção da Estrada de Ferro de Parnaíba (1951/1953). 

Foi eleito prefeito de Parnaíba pela segunda vez em 1954 e retornou à direção da estrada de ferro em 1960. No ano seguinte, foi nomeado diretor-técnico da Companhia de Força e Luz de Parnaíba e, em 1962, tentou uma dupla candidatura a deputado federal e a estadual, sem sucesso. 

Após o pleito, passou a residir em Fortaleza, onde dirigiu a Companhia de Eletricidade do Ceará (1962/1970). Nas eleições de 1966, disputou novamente o mandato de deputado federal pela Arena do Piauí, mas ficou em uma suplência.

Uma declaração de amor ao Piauí

A chegada ao Governo e Senado

Em 1970, numa articulação política comandada pelo coronel Virgílio Távora, uma das lideranças do Ceará com largo prestígio junto ao governo militar de 64, o engenheiro Alberto Silva foi escolhido governador do Piauí pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.

Ele tomou posse no Palácio de Karnak como um estranho no ninho, pois a política estadual era dominada pelo esquema do senador Petrônio Portella, já um líder nacional da Arena, o partido do governo.

Mas logo Alberto caiu na simpatia popular, pois o seu governo sacudiu o Piauí, abrindo frentes de obras públicas para todos os lados. Em seu mandato, o Estado foi ligado de ponta a ponta por estrada asfaltada. Foi a época das grandes obras públicas, destacando-se entre elas o estádio Albertão.

 

Os 100 anos de Alberto Silva, um tocador de obras

O Governo do Piauí, a Assembleia Legislativa, as Prefeituras de Teresina e  de Parnaíba e a Academia Piauiense de Letras, além do Sesc Piauí, vão celebrar, em novembro, a passagem dos 100 anos de nascimento do ex-governador Alberto Silva. A família também prepara a inauguração do Memorial Alberto Silva, em sua terra natal.

Alberto Tavares Silva nasceu em Parnaíba, em 10 de novembro de 1918.  Filho de João Tavares Silva e de Evangelina Rosa e Silva, concluiu o curso ginasial em sua cidade e graduou-se engenheiro civil, engenheiro eletricista e engenheiro mecânico, pela Universidade Federal de Itajubá, Minas Gerais. 

Ele governou o Piauí duas vezes (1971-1975 e 1987-1991), afirmando-se como um dos nomes de maior projeção na política piauiense, na segunda metade do século 20.  Durante mais de seis décadas, travou duros embates políticos nas ruas e nas urnas, sendo vitorioso e derrotado em diversos pleitos, e passou à história como um tocador de obras.

O começo - Alberto Silva começou a sua carreira profissional como engenheiro-chefe dos Serviços de Transportes Elétricos da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, entre 1941 e 1947. Também dirigiu a Estrada de Ferro de Parnaíba, em dois períodos, nos anos 50.

No início dos anos 60, passou a residir em Fortaleza, onde dirigiu a Companhia de Eletricidade do Ceará (1962/1970), nos governos de Parsifal Barroso, Virgílio Távora e Plácido Castelo. Nesse período, eletrificou todo o Ceará.

Já nos anos 70, foi nomeado coordenador do Programa de Desenvolvimento Industrial e Agrícola do Nordeste (Polonordeste), em 1975. 

No ano seguinte, no Governo Ernesto Geisel, assumiu a presidência da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), uma estatal criada no ano anterior e extinta em 1991.

A partir de hoje, o Cidadeverde.com divulgará diariamente matérias, reportagens e entrevistas sobre Alberto Silva, incorporando-se às celebrações do centenário de seu nascimento. 

Ao tempo em que presta um tributo à sua memória, o Cidadeverde.com, bem assim todo o Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio, Revista e Portal – se associam às instituições públicas e privadas no reconhecimento à contribuição de Alberto Silva, hoje um vulto histórico, para o desenvolvimento do Piauí.


 

Por Zózimo Tavares
zozimotavares@cidadeverde.com

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