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Operação Book Eletrônico: orgia foi paga com cartão corporativo

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A Delegacia de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dercat) divulgou em coletiva na manhã desta terça(01) detalhes da operação “Book Eletrônico”, na qual foi preso Renato Rosberg Figueiredo de Morais, acusado de rufianismo. Pelo menos 19 garotas fariam parte da rede do acusado de agenciá-las.

Fotos: Evelin Santos/Cidadeverde.com

Segundo a polícia, entre os clientes havia políticos, empresários, profissionais liberais e foi constatado o uso de um cartão corporativo no valor aproximado de R$ 3 mil para o pagamento de um hotel, onde haveria ocorrido uma orgia.

De acordo com a delegada Cristiane Vasconcelos, titular da Dercat, Renato já atuava explorando garotas de programas há cerca de quatro anos e meio e chegava a ganhar até R$ 1 mil com o agenciamento.

Durante a coletiva, foi exibido um vídeo na qual é visto recebendo dinheiro supostamente de um cliente e entregando seis garotas.


“A investigação começou quando recebemos a denúncia de uma jovem de 20 anos, que teve sua foto copiada de uma rede social e postada em um site de prostituição”, destacou Cristiane Vasconcelos.

A polícia informou que ele utilizava redes sociais, e-mails e até o whatsapp para divulgar as garotas. Quando o cliente ligava, o acusado afirmava que aquela garota não estava disponível e tinha uma parecida e na maioria das vezes fechava o contrato.


Cartão corporativo

Os policiais fizeram uma busca na residência de Renato nesta manhã e apreenderam vários documentos e aparelhos eletrônicos. A delegada Carla Brizzy, do Serviço de Operações Especiais (SOE), disse que foi encontrado o registro do uso de um cartão para o pagamento das despesas em um hotel onde haveria a relação com as garotas de programa.


“Ainda não podemos dar maiores detalhes, porque esta será uma investigação a parte. Houve um gasto de aproximadamente R$ 3 mil”, disse a delegada.



Início
Segundo as delegadas, as investigações começaram depois que uma jovem de 20 anos procurou a polícia. “Ela estava bastante aborrecida porque tinham utilizado sua foto ligando-a à prostituição. Demos início à investigação e descobrimos que ele fazia o uso indevido das imagens das pessoas que eram facilmente obtidas em sites da internet”, pontua Cristiane. Segundo ela, o acusado utilizava celular, webmail e diversos aplicativos. “Estamos investigando para ver se outras mulheres tiveram suas imagens utilizadas indevidamente”, acrescenta.

Atuação
“Contabilizamos 19 garotas agenciadas, mas o número pode ser mais elevado. Em um só dia ele conseguia de R$ 700 a mil dependendo da garota e seus atributos físicos. Não se identificou a participação de menores, mas a polícia está investigando”, diz Cristiane. Segundo ela, a prostituição não é crime e o foco da investigação não é as meninas, nem o cliente, mas quem tira proveito da prostituição alheia. “Esse é um crime que às vezes está vinculado ao tráfico de entorpecentes, tráfico de pessoas, isso é um trabalho que cabe a polícia judiciária combater”, pontua. O perfil das prostitutas é de moças universitárias com boa aparência.

Vídeo
“O rufião, com o cliente, agenciaria a garota e favorecia a prostituição dela com lucros flutuantes. Ele fazia pessoalmente a entrega das garotas aos clientes em locais previamente agendados, geralmente motéis da cidade; ia deixar de táxi, pontualmente no local, recebia a comissão e o cliente acertaria depois o restante com a garota de programa”, afirma a delegada Cristiane. No vídeo apresentado, são vistas seis jovens, todas maiores de idade, e cada uma delas recebeu R$ 300 pelo programa. O acusado confirmou o crime e colaborou com a polícia, as acusações amputadas a ele.


Agentes Públicos
A delegada Daniela Barros, da Delegacia de Entorpecentes, que deu apoio aos trabalho, informa que clientela de Renato era formada por pessoas influentes. “A investigação realmente constatou que agentes políticos, públicos, estariam em algumas orgias realizadas com várias garotas participando do mesmo esquema que foi pago com cartão corporativo. A investigação já constatou e vai averiguar com mais precisão”, declarou.

Segundo ela, um vasto material foi recolhido na residência do acusado que fica na zona norte da capital. “Foi coletado um material que está sendo analisado. Isso já pode ser adiantado, mas foi constatado realmente o uso de cartão corporativo para o pagamento de orgias. Encontramos número de cartão de crédito, pagamento de hotéis, aluguel de imóveis de outros estados, muitas passagens aéreas de 2010, 2011, o que mostra que a prática não é recente. Os objetos estão sendo analisados pela perícia”, finalizou0.



Flash de Carlos Lustosa
Redação Caroline Oliveira
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