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Grevistas invadem Karnak e governo pede ilegalidade

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Os grevistas da secretaria Estadual de Fazendo em greve desde a última terça-feira, invadiram na manhã de hoje o Palacio de Karnak numa tentativa de negociar com o governador Wellington Dias.
 

Nesta quinta-feira, os servidores realizaram um protesto no posto fiscal localizado no bairro Tabuleta, na zona Sul. Segundo os técnicos, a Polícia Militar foi acionada pelo secretário Antônio Neto para agilizar a passagem dos veículos de carga e os servidores querem impedir o tráfego no local.

Os fazendários fizeram barreiras com seus carros particulares como forma de impedir a fiscalização no local. De acordo com membro da comissão de negociação da greve, Flaviano de Santana, 30% dos funcionários estão trabalhando, o que é permitido pela lei.
 

?A polícia está aqui porque os caminhões estão passando de forma lenta para fazer a pesagem devido a pequena quantidade de funcionários. O secretário quer enfraquecer o nosso movimento?, disse Flaviano de Santana.

Os grevistas também ameaçam atear fogo em pneus na rodovia. O objetivo é impedir a entrada de veículos do Estado do Maranhão e a saída de caminhões do Piauí.
 

De acordo com Flaviano de Santana, os técnicos da Fazenda querem a equiparação salarial, já que existem dois cargos de nível médio que recebem remuneração inicial com valores diferenciados. ?Existem os técnicos da despesa, que tem salário inicial de R$ 3.200 e nós, técnicos da receita, que recebemos R$ 1.300. Queremos essa igualdade?, concluiu.


Veja nota de esclarecimento na íntegra:

Com relação à paralisação dos técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda, a Coordenadoria de Comunicação (CCom) informa que o Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria da Fazenda, nunca se negou a negociar com o corpo técnico da Sefaz, tendo inclusive já encaminhado para a Assembléia Legislativa projeto de lei que contempla as reivindicações dos mesmos, não sendo portanto aceitável a forma como vem sendo conduzido o movimento.

Não existe possibilidade de negociação enquanto a paralisação persistir. A Procuradoria Geral do Estado já está mobilizada no sentido de pedir a ilegalidade do movimento.
 
Será feito também o desconto salarial dos dias parados, com abertura de processo, investigação e/ou tomada de outras providências cabíveis sobre qualquer procedimento inadequado que seja adotado pelos técnicos que participam da paralisação.
 
O Governo do Estado do Piauí reafirma que em nenhum momento se negou a negociar com os técnicos da Sefaz.

 

Redação
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