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G20 termina com pedido de reforma profunda no FMI e no Banco Mundial

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Os ministros reunidos no fórum do G20, realizado neste final de semana em São Paulo defenderam, no documento de encerramento do encontro, a profunda reforma e o fortalecimento do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na atual crise financeira, com uma maior representação dos países emergentes nesses organismos multilaterais.

"O FMI, o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais têm um papel importante a representar, consistente com seus mandatos, de ajudar a estabilizar e fortalecer o sistema financeiro mundial, avançar na cooperação internacional para o desenvolvimento e auxiliar os países afetados pela crise", diz o documento.

Os presentes ressaltaram que as instituições de Bretton Woods precisam de uma "reforma profunda", que reflita mais adequadamente os pesos da economia mundial e que seja mais responsivo a futuros desafios. "Os países emergentes e em desenvolvimento deveriam ter mais voz e representação nesses organismos", diz o documento.

Dentro deste novo contexto, o grupo de países emergentes e em desenvolvimento teria um papel maior a cumprir: "O G20, com sua ampla representação das economias sistemicamente importantes, tem um papel crítico a representar, assegurando a estabilidade econômica e financeira global e, com esse propósito, está comprometido a incrementar sua colaboração."

SUPERVISÃO
O comunicado também inclui o paoio a uma maior supervisão das instituições financeiras, em nível nacional e internacional. "Temos que considerar formas de melhorar a identificação das instituições mais importantes para o sistema e garantir formas de supervisioná-las", ressalta o texto conjunto dos países do G20, ressaltando a possibilidade de criação de regras para informações contábeis.

O texto reconhece ainda que as economias do países desenvolvidos, onde a crise se originou, estão em recessão ou próximas dela. Por isso, é recomendado que os países usem todas a sua capacidade de caixa para estimular a atividade econômica, sempre tendo em vista a importância da manutenção da responsabilidade fiscal para garantir o crescimento sustentável.

O G20 lembrou que os países mais pobres serão justamente os mais afetados pela turbulência que a feta o mundo todo, pois suas economias são mais afetadas pela queda nos preços das commodities. "Nós concordamos que é importante manter a ajuda financeira para esses países, de acordo com os compromissos existentes."

 

Fonte: G1

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