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Quase 50% dos teresinenses estão acima do peso, revela pesquisa do Ministério da Saúde

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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Quase metade da população de Teresina está acima do peso. É o que revela a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, divulgada nesta segunda-feira (18). A taxa em Teresina chegou a 48.3, a terceira mais baixa entre as 27 capitais brasileiras. Os dados são referente a 2017.

Outro dado divulgado é que 15.7 dos teresinenses foram considerados obesos na pesquisa, também a terceira menor taxa entre todas as capitais do país.

Para avaliar a obesidade e o excesso de peso, a pesquisa leva em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC). Por meio dele, é possível classificar um indivíduo em relação ao seu próprio peso, bem como saber de complicações metabólicas e outros riscos para a saúde.

O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Assim, entre fevereiro e dezembro de 2017, foram entrevistados por telefone 53.034 pessoas.

Em todo o país, o estudo aponta possível estabilidade nos dados de obesidade e excesso de peso e mudança nos hábitos dos brasileiros. A prática de atividades e consumo de hortaliças aumentou, e o de refrigerantes e bebidas açucaradas reduziu.

O levantamento trouxe que quase 1 em cada 5 (18,9%) são obesos e que mais da metade da população das capitais brasileiras (54,0%) estão com excesso de peso. Na contramão destes altos percentuais, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 4,8% (de 2008 a 2017), a prática de atividade física no tempo livre aumentou 24,1% (de 2009 a 2017) e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 52,8% (de 2007 a 2017).

O consumo de refrigerantes e sucos artificiais também em caindo ao longo dos últimos 11 anos. A queda foi de 52,8%, saindo de 30,9%, em 2007, para 14,6% no ano passado. Por faixa etária, a queda é maior (54,0%) entre os adultos com idades entre 25 e 34 anos e idosos com 65 anos e mais. As outras faixas etárias apresentaram queda em torno de 50,0%.

Hérlon Moraes (Com informações do MS)
herlonmoraes@cidadeverde.com

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