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Famílias alagadas no Ilhotas e na Primavera começam a deixar as casas

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Cada gota de chuva que cai aumenta o medo do cozinheiro Neidson Vulcão Américo, morador da Vila Ogaliano, zona Sul de Teresina. Há 10 anos, na enchente de 2009, ele e a família perderam tudo que tinham e hoje a água já ameaça tomar novamente a casa.

"Está muito perto. Eu tinha 14 anos e morava com meus pais em 2009 e a água veio, entrou na casa, subiu dois metros. Perdemos tudo. Agora já está perto de novo", diz Niedson.

A pequena casa às margens do Rio Poti já está parcialmente ilhada. As águas já tomaram a calçada. Lá também moram mais duas pessoas e uma criança de três anos, que são os inquilinos de Niedson. 

"Eu já levei tudo para a parte mais alta da casa. Eu estou segurando ao máximo ficar aqui, porque se eu sair, vem ladrão e leva as minhas coisas, minha geladeira, meu fogão. Não posso sair. Tenho muito medo da água, mas a prefeitura me disse que a partir de hoje à tarde o rio vai começar a descer. Eu estou na esperança de que isso aconteça mesmo", completa ele. 

Poucos metros à frente, na Vila Ferroviária, bairro Ilhotas, 20 famílias estão alagadas. 

"A gente acha que ainda vai piorar. A água já entrou em muitas casas e as pessoas estão procurando uma forma de sair. Muitas já saíram, temos três famílias acolhidas na casa de apoio da Associação das Mulheres e 10 famílias na igreja", conta Francisca das Chagas, vice-presidente da Associação das Mulheres da Vila Ferroviária.

No local, não dá para chegar às casas sem passar pela água, que chega à metade da canela. Francisca afirma que a água se acumulou por causa de um bueiro que entupiu.

Foto: Letícia Santos / CidadeVerde.com

Na zona Norte, drama semalhante. Vários moradores da Rua Iguaraçu, bairro Primavera, estão retirando seus pertences porque, como os bueiros estão entupidos, a água acumulou e subiu as calçadas. "Ainda bem que ontem não choveu, senão a água teria inundado nossas casas", reflete a dona de casa Maria de Fátima da Silva, de 65 anos.

Ela conta que em 2009, a água invadiu as moradias e causou prejuízos a todos os moradores. "Agora muita gente já se mudou. Eu mesma vou sair daqui a pouco. Não dá para ficar aqui", lamenta. 

Na casa de Fátima moravam 10 pessoas, sendo cinco crianças. Quase todos já se mudaram, mas a situação ainda é incerta.  "Muita gente aqui não tem ideia de para onde ir. Eu vou ficar na casa de uma colega esses dias", completou.

Jordana Cury
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