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Mudanças no Judô fazem CBJ alterar sua seletiva olímpica

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A Federação Internacional de Judô mudou as regras do jogo, e o Brasil terá de se adaptar para continuar como potência mundial do esporte. Neste fim de semana, a Confederação Brasileira de Judô - CBJ - anunciou o novo sistema de classificação olímpica para Londres 2012, projeto do qual a piauiense Sarah Menezes (até 48kg) irá participar. Em resumo, a atual campeã mundial júnior terá de disputar mais torneios fora do país se quiser manter acesso o sonho olímpico nos próximos quatro anos.
 
Nos anos anteriores, quem se classificava era o país, e esse definia o seu representante. Agora quem se classifica é o atleta, com base no ranking dos torneios disputados entre janeiro e abril de cada ano. Os 22 homens e 14 mulheres em cada categoria com mais pontos estarão classificados para Londres, com limite de um atleta por país. Além deles, estarão na Olimpíada os representantes da sede dos Jogos, e os 100 melhores em ranking único dos continentes, que destina 13 vagas no masculino e oito no feminino para a Pan-America.
 
Os atletas do ciclo olímpico foram convocados para reuniões no Rio de Janeiro e em São Paulo, das quais Sarah não pode participar. Todos foram informados de que não haverá seletiva no começo de 2009, exceto na categoria acima de 90 quilos. A CBJ vai definir a participação dos judocas brasileiros nas competições que contam pontos para o ranking com base no grupo de 42 atletas que já estavam no ciclo: titulares e reservas da seleção principal e vencedores da seletiva do Projeto Londres 2012.
 
“Vai ser mais complicado lutar por uma vaga no continente do que no ranking mundial”, disse o coordenador técnico internacional da CBJ, Ney Wilson. Antes eram 56 vagas para o continente, contra 21 agora. “Não adianta fazer como antes, quando mandávamos os atletas para um mesmo número de competições. Se repetirmos isso, corremos o risco de chegar ao fim do ciclo sem ninguém classificado”, acrescentou. Agora não há confronto direto no Brasil. Os brasileiros lutam entre si e contra todo o mundo no ranking.
 
O bicampeão mundial João Derly, que se poupou de competições em função de lesões e até para evitar confrontos com possíveis adversários na Olimpíada, dificilmente poderá repetir a estratégia. “Vai ser difícil para nós e para os outros países. Acho que vai ser muito importante começar o cliclo sem lesão e bem preparado, pois arriscar pode ser perigoso. Vai ser um processo muito desgastante”, afirmou.
 
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