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Audiência de acusado na morte de criança em 2014 é adiada e pai lamenta lentidão da Justiça

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Foto: arquivo pessoal

O pai do menino Phillip hatus de lima Guerra, morto na porta de casa enquanto espera por uma pizza aos seis anos de idade, lamenta a lentidão da Justiça. Passado cinco anos do crime, ocorrido no bairro Promorar, zona Sul de Teresina, o pai Robson Guerra pede que a Justiça tenha um "olhar mais misericordioso" com as famílias que vivem a perda trágica de um ente querido porque até hoje um dos acusados sequer foi julgado.  "Estão empurrando com a barriga", diz. 

A declaração é um desabafo após a audiência de instrução e julgamento do Francisco das Chagas, acusado de participar no homicídio, ser mais uma vez adiada. Segundo Robson, o terceiro adiamento ocorreu na quarta (06) porque a testemunha ocular do crime, inserida no rol da acusação, não compareceu ao Fórum Criminal, em Teresina.  O pai relatou que a audiência, conforme disse o juiz Antônio Noletto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina, deve ocorrer ainda neste ano. 

"Sinceramente, não desmerecendo a magistratura do nosso estado, não sei se isso acontece em outros estados, se é o acúmulo de processos, mas a Justiça poderia ter um olhar mais de misericórdia com as famílias que passam por isso, que perdem um ente querido. Justiça por justiça não vai acontecer, mas que pelo menos a lei seja executada em sua essência para que a gente possa encarar algo de tão ruim que foi feito a uma criança“, comenta o pai. 

A informação é de que Francisco das Chagas está foragido, mas foi representado por um advogado. O espaço está aberto para a defesa. Ele foi notificado por Diário Oficial, segundo Robson.  

Na época adolescente, um segundo envolvido no crime - identificado apenas como Jadson - cumpriu pena no Centro Educacional Masculino (CEM) por três anos e seis meses, que seria o tempo máximo para ele atingir a maioridade. 

"O meu filho era o meu sonho. Um sonho que escorreu pelos meus dedos. É uma indignação muito grande. A Justiça do nosso país quer se alavancar, mas falta mais vontade das pessoas. Eu como pai me sinto muito pequeno diante dessa situação. É triste. Lamento pela vida das pessoas que se foram (nas mesmas condições que Felipe) e dos seus familiares que sofrem", lamenta Robson. 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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