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DHPP fará reconstituição de ataque a estudante de Odontologia; amigos temem represálias

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Foto: arquivo pessoal Facebook

A morte do estudante de Odontologia, Geniscleo Pereira da Silva, 31 anos, ainda é um “mistério” para os amigos do jovem  que estavam dentro do veículo onde ele foi baleado. O rapaz morreu em decorrência de um tiro que ele levou no dia 24 de novembro, na BR-343, próximo à entrada do bairro Dirceu, zona Sudeste. Uma reconstituição será feita. 

Nesta quinta-feira(05), as cinco pessoas, que estavam no carro, prestam depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP). Muito abalados e receosos, eles preferiram não falar com a imprensa. 

O Cidadeverde.com apurou que eles temem retaliações e até novos ataques, já que não sabem o que motivou o disparo. Segundo Boletim de Ocorrência registrado no dia do ocorrido, o carro onde estava Geniscleo , um Fiat Uno, “fechou “ um outros veículo modelo gol,supostamente de cor cinza. Neste momento os motoristas de ambos os carros baixaram o vidro dos veículos e se encararam. Não teria ocorrido nenhuma discussão, apenas uma intensa troca de olhares. 

A partir daí Geniscleo e os amigos perceberam que estavam sendo seguidos pelo ocupantes do Gol. Este primeiro contato teria acontecido na Avenida Zequinha Feire, ainda na zona Leste. 

Logo mais à frente, na BR 343, próximo a entrada do Dirceu, Geniscleo foi baleado.Testemunhas relatam que o tiro foi “totalmente do nada” e que chegaram a achar que o barulho era do pneu estourando. 

Não se sabe se o disparo partiu dos ocupantes do Gol que “trocaram olhares” com o motorista do carro onde Geniscleo e seus amigos estavam. 

O DHPP assumiu oficialmente as investigações do caso nesta semana. O delegado Jarbas Lima já iniciou diligências para investigar o que, de fato, ocorreu. 

Geniscleo era natural do Maranhão e morava em Teresina para estudar odontologia. Nesta semana amigos de faculdade do jovem realizaram protesto pedindo justiça.

Reconstituição

O delegado Jarbas Lima adiantou que o DHPP vai fazer a reconstituição do que aconteceu naquela madrugada. Um retrato falado também deve ser produzido e divulgado.

O delegado informou que já sabe qual o calibre da arma usada no crime. 

Jarbas garante que este caso é uma das prioridades do DHPP e que tudo que tiver ao alcance do Departamento será feito para que se chega a uma elucidação.

Foto: Izabella Pimentel/Cidadeverde.com

 

Izabella Pimentel
[email protected]

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