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Polícia abre inquérito para investigar denúncias de assédio no #exposedteresina

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A Polícia Civil abriu inquérito para investigar denúncias de assédio e violência sexual contra estudantes dentro de escolas públicas e particulares no Piauí. Os crimes vieram a publico no movimento #exposedteresina em que as vítimas usam o Twitter para denunciar os abusos. 

"Qual a cor de sua calcinha?", "sua pele é tão linda que dá vontade de te chupar todinha". Esses são alguns dos assédios praticados por professores dentro de colégios no Piauí e denunciados pelas vítimas. A página no Twitter já tem mais de 5 mil mensagens, a maioria de mulheres e jovens vítimas de assédio, importunação sexual e de estupros. 

As criadoras do movimento em Teresina são desconhecidas, mas em um Twitter foi informado que as "antigas administradoras estavam com medo" e por isso seria criado uma nova página. "Meninas que relataram, sinto muitíssimo, por ter que desativar, mas infelizmente é o jeito", diz a postagem.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) anunciou ajuda as vítimas para fazerem as denúncias e disponibilizou o telefone (86) 9 9941-9234. As denúncias ganharam força e foram parar no TTT local no último sábado. 

As postagens são abertas e qualquer um pode ter acesso. São denúncias  de assédios, de cunho sexual, toques, convites obscenos e ameaças. 

O presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB, Rogério Almeida informou que há relatos de assédios e crimes sexuais em escolas públicas e privadas, além de ambientes em transporte coletivo e via públicas.

“A Comissão tomou conhecimento por meio de um dos nossos advogados membro da Comissão, que já acompanhava a #Exposed. O mais importante nesse momento é a integralidade das vítimas, especialmente, as crianças e adolescentes. A comissão vai levantar as informações que estão ali para poder encaminhar para a Presidência da Ordem, a fim de que as denúncias sejam apuradas”, conta Rogério Almeida.

“As práticas de assédio são muitas vezes inferiorizadas. As vítimas não sabem como lidar com os assediadores, pois muitas vezes eles estão em posições de superioridade no ambiente escolar, praticadas professores, diretores e etc. São denúncias graves que devem ser apuradas caso a caso. Sabemos que, além das vítimas que denunciaram, outras também podem se sentir mais encorajadas. Por isso, para ajudar nas denúncias a Comissão receberá mensagens também pelo direct do Instagram da comissão @cavvoabpiaui,” destacou a Presidente da Comissão Apoio à Vítima de Violência, Alba Vilanova

Para auxiliar as vítimas, a OAB Piauí também abriu um canal para receber as denúncias de maneira totalmente segura, como destaca a Ouvidora de Gênero da OAB Piauí, Justina Vale.

“O assédio sofrido nas escolas é uma triste realidade que precisa ser tratada de maneira dura, pois é crime. As mulheres que utilizaram o #ExposedTeresina para denunciar são corajosas. A OAB está atenta aos relatos de práticas de assédio sofrido por essas mulheres e, por isso, disponibilizamos o canal da Ouvidoria para receber as denúncias com toda a segurança, iremos tomar os encaminhamentos necessários”, disse Justina Vale. 

Polícia

O delegado geral Lucy Keiko informou que as investigações estão pré-liminar e que nenhum vítima formalizou as denúncias. Ele informou que devido a gravidade os fatos serão apurados.

"O primeiro passo é identificar as vítimas e os crimes cometidos. Podemos fazer a queda do sigilo telefônico", disse Lucy Keyko.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Piauí (Sinepe) não se manifestou sobre o assunto.

Flash Yala Sena (Com informações da OAB)
[email protected]

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