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Cresce em 30% número de mortes em casa por doenças cardíacas

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As mortes de homens entre 30 e 39 anos cresceram em 25% no período de 16 de março a 31 de agosto, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Entre as mulheres, no mesmo período que coincide com o início da pandemia e na mesma faixa etária, o aumento foi de 16% comparado ao ano anterior. Nos primeiros três meses da pandemia, o aumento foi de 32% de mortes de pessoas em casa em todas as faixas etárias, vítimas de doenças cardiovasculares. 

Marcelo Queiroga, presidente da SBC, alerta que as doenças cardiovasculares são um problema de saúde pública em todo o mundo e matam mais de 18 milhões por ano. No Brasil, são 14 milhões de pessoas com doenças do coração e mais de 380 mil óbitos por ano, uma média de 1 mil mortes por dia. Ele acrescenta que a situação tem piorado devido à Covid-19, doença que agrava, em pelo menos três vezes, o risco de morte entre os cardiopatas, e orienta que as pessoas retornem às consultas médicas. 

"A SBC, desde o primeiro momento, tem alertado a população dessas implicações. Sobretudo da necessidade dos indivíduos, sobretudo, quando apresentarem dor no peito, falta de ar, suor frio e palidez, procurar a urgência cardiológica. No início da pandemia, muitas pessoas ficavam com receio de ir ao hospital com medo de contrair o novo coronavírus. Sabemos que existe a necessidade de distanciamento social, mas diante de sintomas clássicos de doença cardíaca tem que procurar o hospital, senão o risco de mortalidade aumenta", orienta Queronga. 


Graciane Sousa
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