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Covid-19: médico do COE alerta para nível crítico de ocupação de leitos em Teresina

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O médico infectologista, Kelsen Eulálio, membro do COE (Comitê de Operações Emergências) da Prefeitura de Teresina, destaca que, de acordo com levantamento de segunda-feira (15), a cidade de Teresina está com 75% dos leitos públicos para tratamento da Covid-19 ocupados. 

Nos últimos dias, a porcentagem de ocupação chegou a 80% dos leitos em Teresina. “70% já é um número crítico. Acima de 70% já acende a luz vermelha, nós temos que pisar no freio e reduzir a transmissão (do novo coronavírus)”.

“O nosso retrato hoje é: 75% dos leitos (públicos) ocupados. Mais da metade dos nossos leitos estão ocupados por pacientes (com residência) do interior”, diz.

O médico ressalta que o momento é de cautela para evitar novas infecções pelo novo coronavírus no estado do Piauí. “Ainda não temos uma tendência crescente, mas deve acontecer porque é uma tendência mundial. A gente teme que aconteça aqui também”.

“A gente tem em Teresina uma tendência de diminuição dos atendimentos das síndromes gripais. Ao mesmo tempo, a gente tem uma estabilidade das ocorrências da síndrome respiratória aguda grave e o aumento na ocupação das taxas de leitos de UTI (unidade de tratamento intensivo), mostrando que nós temos, nos últimos dias, mas pessoas precisando de UTI”.

O médico explica que é “natural” uma redução do número de leitos disponibilizados somente para o tratamento da Covid-19. “Nós tivemos o pico da pandemia no ano passado e depois a tendência foi decrescente. Agora, a partir do começo do ano (de 2021), houve uma tendência de aumento dos casos no estado do Piauí, provavelmente em decorrência das festas natalinas e réveillon”. 

“O município de Teresina tem a capacidade de rapidamente prover a cidade com mais leitos, o que já começou. A gente já tem hoje mais leitos do que se tinha há dois meses. Já estamos reabrindo leitos”. 

É preciso levar em conta as questões financeiras para se manter um leito de UTI, diz o membro do COE da Prefeitura de Teresina. “É muito caro você manter uma estrutura hospitalar com leitos de UTI, muitos alugados, sem ocupação”.  

Dados - Sesapi - 15/02/2021



O médico acrescenta que permanece prolongado o tempo de tratamento em UTI de um paciente com Covid-19, que chega a passar de duas semanas. “O que diminuiu a letalidade de casos graves foi a maior capacidade dos profissionais de tratar esse paciente grave”, como o melhor uso da ventilação nos pacientes para diminuir a letalidade.

“Cloroquina não funciona, azitromicina não funciona, ivermectina não funciona para tratar o vírus. Isso é ponto pacífico e não se discute mais. Descobriram drogas novas, descobriu-se que o corticoide é uma droga extremamente importante para o tratamento dos casos graves, diminui o tempo de internação hospitalar e a letalidade, tomando dentro do hospital”. 

As principais sequelas são pulmonares, pois o vírus atinge principalmente os pulmões dos infectados. Outras sequelas são cardíacas e neurológicas, além da perda de massa muscular. O médico ressalta que a vacina reduz a possibilidade de formas mais graves da doença. 

Dados - Sesapi - 15/02/2021


Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

Carlienne Carpaso
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