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Região no Piauí está há três meses com 100% de ocupação em UTIs, aponta levantamento

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Foto: Roberta Aline/ Cidade Verde

No Piauí, o território que corresponde aos Vales dos Rios Piauí e Itaueiras tem apresentado há três meses uma taxa de ocupação de 100% em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) covid. O dado faz parte de um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade Federal do Piauí (NESP-UFPI) e obtidos pela reportagem neste domingo (31).

Segundo informações repassadas pelo coordenador do Núcleo de Estudos Emídio Matos, a região de saúde corresponde à cidade de Floriano e municípios do entorno. Além desta área, o Vale do Canindé –em Oeiras e cidades próximas – também passou a registrar ocupação total dos leitos de UTI nos últimos 15 dias. 

Por outro lado, ainda conforme informações da pesquisa, das oito regiões de saúde estabelecidas no Piauí, quatro estão com índices abaixo de 50%. Confira a seguir o estado de cada uma delas:

  1. Planície Litoranea: ocupação 15%
  2. Cocais: ocupação 60%
  3. Entre Rios, Carnaubais e Vale do Sambito: ocupação 47%
  4. Vale do Rio Guaribas Chapada Vale do Rio Itaim: ocupação 70%
  5. Vales dos Rios Piauí e Itaueiras Tabuleiros do Alto Parnaíba: ocupação 100%
  6. Vale do Canindé: ocupação 100%
  7. Chapada das Mangabeiras: ocupação 22%
  8. Serra da Capivara: Ocupação 0% (não possui mais leitos de UTI Covid)

Para Emídio Matos, a discrepância nas estatísticas apresentadas pelos territórios piauienses demonstra que o controle alcançado pelo estado sob a pandemia não é uniforme. O professor também recomendou o aumento de testagem da população como uma forma de identificar as áreas com elevação de casos, antes que os infectados cheguem à necessidade de internação. 

“Isso implica no que chamamos em uma iniquidade em saúde, na qual o acesso não é igual para todo mundo, e essa sobrecarga na rede hospitalar. É esse cenário que temos neste momento em relação à alta complexidade numa pandemia que definitivamente ainda não está sob controle com essas oscilações em diferentes territórios de saúde”, explicou. 

 

Paula Sampaio
[email protected]

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