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Medalhista paralímpico, piauiense Luís Carlos fala sobre ciclo até Paris-24: "Talvez o último"

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Foto: Miriam Jeske/CPB

Luís Carlos Cardoso escreveu mais uma vez seu nome na história do esporte do Piauí conseguindo subir ao pódio nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-20. O resultado do piauiense foi primeira medalha do estado e assim como muitos outros nomes da canoagem brasileira Luís Carlos é um dos nomes responsáveis por popularizar e aproximar mais a modalidade dos brasileiros. Após a temporada 2021 em que esteve no pódio no Japão e também em mais um Mundial o atleta projeta o futuro. 

Natural da cidade de Picos a trajetória de Luís Carlos é mais uma daquelas que emociona e enche de orgulho, pois tem aquele final feliz que tanto gostamos. Em 2016, teve a oportunidade de brigar por medalha nos Jogos Olímpicos do Rio-16, em casa e bateu na trave e acabou ficando em quarto lugar, mas em Tóquio veio a redenção. 

“Tem uma grande diferença porque as paralimpíadas acontecem de quatro em quatro anos e o Mundial todos os anos você tem possibilidade de você está treinando e se testar a paralimpíada é uma tacada a cada quatro anos. Graças a Deus consegui estar no pódio”, disse o piauiense Luís Carlos Cardoso. 

Foto: Redes Sociais

Nessa reta final de temporada poucos dias de pausa e aos poucos começa a pensar ao lado do seu técnico no ciclo Paris 2024 que será um dos mais curtos dos últimos tempos já que os jogos aconteceram em 2021 ao invés de 2020 devido a pandemia. 

Ao contar sobre essas expectativas de estar em uma terceira paralimpídas relata também alguns sonhos e metas pessoais como trabalhar na área em que é formato – a psicologia e chega a dar um ‘spolier’ que Paris-24 deve ser seu último ciclo. 

“Eu acredito que sim, mas meu técnico quer convencer que eu ainda consigo chegar em Los Angeles, mas eu tenho que ver meu estado físico porque com o passar dos anos o corpo vai se desgastando cada vez mais e as lesões chegando, cansado também e o desejo de trabalhar em outra área. Eu que sou formado, sou psicólogo quero chegar a trabalhar nessa área e provavelmente deva estar em alguns mundiais depois de Paris (Jogos Olímpicos 2024), mas não se conseguirei chegar em Los Angeles. É meu desejo, mas seja o que Deus quiser”, acrescentou o atleta. 

Outro assunto e bandeira que Luis Carlos vem levantando são enchentes enfrentadas na Bahia, que atingiram o centro de treinamento da seleção de canoagem na cidade de Ubaitaba que fica no interior da Bahia. Através das suas redes sociais o piauiense vem pedindo ajuda as vítimas. 

“Tem uma galera lá grande que conheço e quando falo grande é porque são grandes atletas. Que já participaram da seleção como o próprio Isaquias (Queiroz) fora aquela molecada que são promessas e é triste a situação que eles estão vivenciando agora, não só eles, mas toda população que vive lá em Ubaitaba (BA) e nas regiões vizinhas também e eu estou em contato direto com pessoas de lá do centro de treinamento e estão contando o desespero que está muito grande e frisando que ajuda está chegando, porém é muito pouco para a demanda, pois tem famílias e famílias que perderam tudo”, relatou Luís Carlos. 

No momento, Luís Carlos Cardoso está em solo piauiense na sua cidade natal de Picos e irá retornar para São Bernardo do Campos (SP) no começo do mês de janeiro. 

 

 

Pâmella Maranhão
[email protected]

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