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United é eliminado e Cristiano Ronaldo pode ficar longe da Champions após 20 anos

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Em seu semblante, Cristiano Ronaldo não escondia a frustração. Ser eliminado da Liga dos Campeões logo nas oitavas de final foi um duro golpe para o português.

Nesta terça-feira (15), a equipe do craque, o Manchester United, acabou derrotada pelo Atlético de Madrid, na Inglaterra, por 1 a 0, e se despediu da competição no começo do mata-mata. Na partida de ida, houve um empate por 1 a 1, na Espanha.

Autor da assistência que resultou no gol de João Félix no primeiro confronto, o brasileiro Renan Lodi foi quem balançou a rede dos ingleses desta vez, ainda no primeiro tempo, aos 41 minutos.

Pouco antes, aos 33, Félix chegou a marcar, mas o lance em que ele finalizou para o gol foi anulado por impedimento no início da jogada.

Com exceção a um chute de fora da área, essas foram as duas chegadas dos espanhóis ao gol. Desde o início, os donos da casa armaram uma pressão e dominaram a posse de bola, porém não conseguiram chegar ao gol.

Ao abrir vantagem no placar agregado, o Atlético manteve a mesma postura na etapa final, com as linhas defensivas mais baixas e ainda contando com o nervosismo dos jogadores do United.

Cristiano Ronaldo se esforçou para escrever uma história diferente. Sobretudo porque ele sempre deixou clara a sua obsessão pela maior competição de clubes da Europa.

Não é por acaso que ele ostenta números impressionantes: é o jogador com o maior número de gols (141), com mais partidas disputadas (187), aquele que deu o maior número de assistências (42), o que converteu mais pênaltis (19), foi seis vezes artilheiro, além de ser o maior campeão, com cinco troféus.

Desde a temporada 2003/04, quando iniciou sua primeira passagem por Manchester, o português sempre esteve presente no principal palco do futebol europeu, seja com a camisa do time inglês, do Real Madrid ou da Juventus.

A última vez que a Champions não teve Cristiano Ronaldo foi na temporada 2002/03, quando ele ainda era uma jovem promessa do Sporting, que não conseguiu avançar do estágio preliminar do torneio para a fase de grupos.

Agora, o já consagrado craque vive pela primeira vez o temor de ficar fora do campeonato. Além da queda precoce na competição europeia, o Manchester United figura na quinta colocação da Premier League, logo atrás do Arsenal, quarto colocado e dono, neste momento, da última vaga para a próxima edição da Liga dos Campeões.

A diferença entre os dois times é pequena, apenas um ponto (51 a 50), mas a equipe de Londres tem três jogos a menos em relação ao elenco comandado pelo alemão Ralf Rangnick. Já a distância para o líder do campeonato, o Manchester City, é ainda maior: 20 pontos.

Recentemente, Cristiano Ronaldo fez um forte desabafo sobre a possibilidade iminente de seu time fechar a temporada sem títulos e sem se classificar para a Liga.

"Não aceito que a nossa mentalidade seja menor do que estar entre os três primeiros da Premier League. Não quero estar aqui para ficar em sexto, sétimo ou quinto lugar. Estou aqui para tentar vencer, competir", declarou à Sky Sports.

A postura dele ajudou a alimentar uma série de especulações sobre sua continuidade no United em caso de um fracasso precoce no torneio europeu.

Tabloides ingleses, como o The Sun e o Mirror, chegaram a afirmar que ele poderia se transferir para o PSG ao fim da temporada. O Mirror ainda foi além e publicou reportagem na qual afirmava que o próprio United estava arrependido de trazer o português de volta.

Os rumores eram alimentados não só com boatos, mas também com as críticas públicas do próprio astro.

Também teria pesado contra ele a irritação de parte do elenco com o fato de ele ter viajado para Portugal na véspera do clássico com o City, no último dia 6 na ocasião, ele estava machucado e não poderia jogar, mas a imprensa inglesa questionou a decisão dele de não estar presente nem no vestiário.

No jogo seguinte, ele deu um jeito de abafar as críticas. E o fez ao seu estilo, com três gols no duelo contra o Tottenham, na vitória por 3 a 2, também pela Premier League.

Além de arrancar elogios de Rangnick, tornou-se o maior artilheiro da história em jogos oficiais, de acordo com a Fifa, com 806 gols. Ele deixou para trás o austríaco Josef Bican, autor de 805.

A atuação de gala mostrou o quanto ele é importante para o time. Sem ele, aliás, dificilmente o United teria avançado da fase de grupos da Champions, afinal ele marcou a metade dos gols do time na competição (6 de 12).

Mais difícil, porém, será prever o futuro da relação do craque com a equipe inglesa após essa dura derrota diante do Atlético de Madrid, e a incerteza de voltar a disputar o principal torneio de clubes da Europa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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