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CRM-PI alerta sobre medidas mais enérgicas no combate a dengue no Piauí

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Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí (CRM-PI) emitiu uma nota nessa sexta-feira (1º), pontuando sobre o aumento de casos de dengue no estado, inclusive com notificações de óbitos, e fez um alerta sobre a tomada de medidas mais enérgicas no combate à doença.

Na publicação, o CRM pontua que “de acordo com os mais recentes e oficiais boletins epidemiológicos da dengue, os aumentos registrados chamam a atenção, o que requer dos gestores e da população a adoção de medidas mais enérgicas na prevenção e combate à doença”, diz.

O Conselho de Medicina solicita ainda aos médicos piauienses, a vigilância quanto ao diagnóstico precoce e evolução dos casos. 

 

 

Óbitos por dengue

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) confirmou na quarta-feira (30), o óbito por dengue de uma criança de 9 anos em Teresina. É a segunda morte pela doença no estado. No dia 10 de março, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) divulgou a morte de um adulto no Piauí.

O presidente da FMS, o médico Gilberto Albuquerque, afirmou na segunda-feira (28) que o Ministério da Saúde está investigando se existe alguma nova variante da dengue circulando pelo país, devido ao aumento de casos da doença. Somente em Teresina, está sendo registrado um aumento de cerca de 400%.

Sintomas

A dengue clássica tem sintomas como febre alta já de imediato, com temperaturas acima de 38,5ºC, dores intensas de cabeça, nos olhos e nos músculos do corpo inteiro. Em metade dos casos, manchas avermelhadas pelo corpo surgem em torno do 4º dia da infecção. São sintomas comuns também calafrios, náuseas e vômitos. Em caso de nova infecção, pode desenvolver uma forma mais grave da doença, chamada dengue hemorrágica.

Prevenção

O Aedes aegypti se prolifera ao depositar seus ovos em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas, bebedouros e caixas d'água. Diferente do que se acredita, o Aedes não se reproduz apenas em água limpa, já que se adaptou ao ambiente urbano, à poluição da água e a recipientes artificiais. Por isso, o recomendado é não deixar água parada em nenhum local e contribuir com a conscientização coletiva de inspeção de focos de proliferação em casas e quintais, locais públicos e terrenos baldios.

 

Rebeca Lima
[email protected]

 

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