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Brasileiros salvam, e Real elimina o Chelsea da Liga dos Campeões na prorrogação

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O Real Madrid quase provou do próprio veneno na tarde desta terça-feira (12) e tomou um susto daqueles contra o Chelsea. No entanto, um gol salvador de Rodrygo e uma assistência precisa de Vinícius Jr. mudaram tudo: o time espanhol foi às semifinais da Liga dos Campeões mesmo com derrota por 3 a 2 no Santiago Bernabéu.

O Chelsea chegou a ter três gols de vantagem com Mason Mount, Rudiger e Timo Werner, mas Rodrygo diminuiu após assistência de Modric e o jogo foi à prorrogação.

Vinícius Jr. pegou a defesa desprevenida e colocou na cabeça de Benzema, que fez o gol da vaga na semifinal. Por pouco o Chelsea não fez com o Real o que o próprio clube merengue havia feito com o PSG nas oitavas.

Treze vezes campeão da Champions, o Real agora aguarda a definição de seu próximo adversário: Atlético de Madri e Manchester City decidem nesta quarta-feira (13) quem avança à semifinal, com vantagem de 1 a 0 para os ingleses.

O time espanhol volta a campo em visita ao Sevilla, no domingo (17), enquanto o Chelsea tenta afogar as mágoas em casa, contra o Crystal Palace.

A novidade do Chelsea foi Christensen no banco e Reece James como zagueiro pela direita, uma opção mais jovem e dinâmica que o próprio treinador Thomas Tuchel admitiu como tentativa de "equilibrar a velocidade de Vinícius Jr". 

O primeiro lance entre eles deu a impressão de ter sido uma escolha errada, com caneta do brasileiro e o marcador pendurado com o cartão amarelo, mas Reece James melhorou muito ao longo da partida.

A única vez em que o brasileiro encarou outro marcador, fez a jogada do gol de Benzema na prorrogação após uma bola roubada pelo Real no campo de ataque.

O equilíbrio de forças no jogo foi praticamente o mesmo do jogo de ida, vencido pelo Real Madrid por 3 a 1: o Chelsea foi paciente com a bola e não se apressou nem mesmo com a desvantagem, já os espanhóis tiveram que conviver com a marcação adversária dentro de seu campo.

De tanto insistir, o time inglês saiu na frente com uma jogada por dentro: um passe de joelho de Timo Werner, meio sem querer, que deixou Mason Mount na cara do gol.

Foi um dos dois chutes a gol dos visitantes no primeiro tempo, enquanto o Real foi ao intervalo zerado.

O time inglês nunca chegou a exercer uma pressão irresistível sobre o Real Madrid, mas conseguiu os dois gols pela insistência sem desespero.

Conseguiu se impor pouco a pouco, anulou o ataque adversário e teve todos os lances de perigo até fazer 2 a 0 -na prática, o "gol de empate" no placar agregado, marcado de cabeça por Rudiger após um escanteio que, na verdade, era tiro de meta.

Nem o gol anulado de Marcos Alonso, que seria o terceiro do Chelsea, acordou o Real Madrid. Foi preciso Timo Werner anotar um golaço que deixou Casemiro no chão para que o time merengue lembrasse que precisava jogar. Três minutos depois do gol, Ancelotti colocou Marcelo e Rodrygo no jogo. 

Dois minutos depois, Modric descolou um passe digno de Modric -o primeiro na partida- para o mesmo Rodrygo bater de primeira e diminuir.

Foi o gol que fechou o placar, mas ainda teve emoção até os acréscimos: aos 47 Pulisic perdeu uma chance dentro da pequena área, e aos 48, na hora de se redimir, o mesmo Pulisic perdeu mais uma oportunidade incrível quase debaixo do gol.

Depois de todo o sufoco dos 90 minutos, o Real Madrid deu o bote justamente quando estava mais acuado. No sexto minuto da prorrogação, Camavinga roubou a bola no campo de ataque e deu a Vinícius Jr, que avançou com liberdade e cruzou com precisão impressionante para Benzema cabecear e diminuir para 3 a 2. 

Daí em diante o Chelsea foi obrigado a atacar no desespero e só não evitou a eliminação porque perdeu gols: Havertz desperdiçou um cabeceio dentro da área, e Jorginho chutou errado de forma inacreditável no lance seguinte.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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