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Apoio emocional é essencial para elevar chances de cura do câncer

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Foto: Freepik




O combate ao câncer é sempre uma tarefa árdua e complexa, que envolve dificuldades das mais diversas e uma mudança radical na vida de quem é paciente. Nesse momento, ter uma orientação adequada de como proceder com o tratamento, apoio estrutural e suporte emocional são essenciais para elevar as chances de cura. E quando se descobre um problema oncológico na infância e adolescência, tudo isso pode ficar ainda mais difícil. 

Esse é o caso de vários dos pacientes atendidos pela Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) que, graças ao acolhimento da instituição, puderam se recuperar da doença e comemorar grandes vitórias.

Wesley da Silva, de 21 anos, é um destes pacientes que entrou ainda jovem na fila para atendimento oncológico. Vindos do interior do estado do Piauí, Wesley e sua família não tinham condições de permanecer em Teresina para realizar o acompanhamento médico. A falta de recursos para custeio das despesas, além da longa espera para atendimento pela rede pública de saúde, levaram a família de Wesley a procurar ajuda.

“Quando iniciei o meu tratamento, não tinha um lugar para ficar em Teresina. Então as enfermeiras do hospital falaram para os meus pais sobre a RFCC e depois que eu recebi alta do hospital consegui um encaminhamento para o Lar de Maria”, apontou.

Hoje, já aprovado em medicina, Wesley conseguiu superar muitas das dificuldades presentes no tratamento contra o câncer por meio do apoio e acolhimento em diversas frentes promovidos pela Rede Feminina.

“A RFCC esteve presente em todo o meu tratamento ajudando com todo o acolhimento que eu precisava, como moradia, alimentação, apoio emocional, transporte para ir e volta do Hospital, recreação e etc.”, destacou o jovem.

O mesmo sentimento é expressado por meio de Antônia Sharlene, mãe de Wesley, que o acompanhou durante toda a jornada até a remissão da doença. Para ela, a fé e o apoio da Rede foram fundamentais na recuperação do filho e nas conquistas que se seguiram.

"Foi um dos momentos mais difíceis da nossa vida, pois receber esse diagnóstico me deixou arrasada, mas Deus sempre esteve no controle de tudo.  A RFCC-PI nos deu todo apoio nesse momento tão difícil", destacou.

Quem também atravessou um longo caminho no tratamento oncológico foi a jovem Beatriz Silva, de 29 anos. Ela descobriu um câncer muito jovem, com apenas quatro anos de idade, após machucar a perna esquerda em uma queda. A queda, e a doença, a deixaram quase um ano sem conseguir andar, tendo que usar cadeira de rodas para se locomover. Sem o apoio da família, que não tinha quaisquer condições de dar continuidade ao tratamento, acabou ficando aos cuidados da Rede, onde encontrou uma “segunda família”.

Ela compartilha que foi “abandonada no início do meu tratamento e meu primeiro apoio foi o das voluntárias da Rede Feminina, que me deram todo o acolhimento e todo amor. Foi na RFCC que eu fui educada, onde eu cresci e onde eu venci a luta contra o câncer”, afirmou Beatriz.

Hoje, formada em enfermagem, Beatriz busca na profissão retribuir todo o acolhimento e cuidado recebido ao longo dos anos, seguindo o exemplo encontrado na Rede Feminina. “Desde que eu terminei meu tratamento, sempre procuro uma forma de retribuir o amor que eu recebi. Por isso eu amo a enfermagem, é uma área que eu quero atuar e ajudar o próximo, assim como eu fui ajudada”, externa.

 


Da Redação
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