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Suspeitos de matar empresário já tinham participação em homicídios, diz Baretta

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Foto: Renato Andrade/ Cidadeverde.com

Em uma semana, três dos sete investigados na morte do empresário Rafael Soares, 25 anos, foram presos. Ele foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte), em setembro deste ano, ao esboçar reação para tentar escapar do assalto. Segundo o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa, o Baretta, os envolvidos integram uma organização criminosa especializada em roubo de veículos e todos têm participação em homicídios anteriores.

"Todos eles têm participação em crime de homicidio em Teresina, crimes de roubo e latrocínio. A mulher, a Iasmin, já é procurada também no caso relacionado a um duplo homícidio na zona Sul. Temos provas que ela levou essas pessoas para o "cheiro do queijo". O suspeito que se apresenta como menor de idade também é investigado nesse caso", elenca Baretta. 

No organograma que consta no inquérito policial está delineada a participação de cada suspeito. Até o momento foram presos Lucas Vinicius de Sousa Pereira, conhecido como Queijeiro, Maycon Araújo de Moura, conhecido como Sapão, apontado como o líder, e o suposto  adolescente de iniciais G.P.S, conhecido como Cigano, que seria o executor e se apresenta como menor de idade. 

"Todos eles têm vários processos. Depois do latrocínio, o suspeito que se apresenta como menor de idade foi preso em Teresina, pelo menos, duas ou três vezes por porte ilegal de arma. Daí quando a coisa acocha, ele diz que é menor e consegue escapar. Só que estamos provando que ele não é menor. Fizemos uma diligência à maternidade Evangelina Rosa para pegar a documentação, estamos oficiando ao bispo de Floriano no sentido de confirmar a idade correta, pois o único documento que ele anexa nos autos é uma certidão de batismo. Não tem certidão de nascimento! e essa certidão de batismo, sequer consta como um documento oficial. Vamos oficiar ao bispo de Floriano para dizer se o documento é autêntico ou não. Temos certeza que os dados não são corretos e ele seria de 2002 e não de  2005. Nos dois processos contra ele, em um o nome da mãe é colocado como Marina e no outro já coloca outro nome. Ele é um meliante contumaz e age dessa forma", detalha o delegado. 

O roubo, que deu errado e acabou em  latrocínio, era pra ter ocorrido em outras duas ocasiões, mas problemas de logística atrapalharam o plano da organização criminosa.

"Na primeira estavam sem a arma, na segunda, o carro não deu certo e na terceira foi que o Queijeiro arrumou o carro roubado e clonado e o suposto adolescente com a arma. Eles já tinham tentado três vezes e só conseguiram abordar ele na terceira vez. ", conta Baretta. 

Foto: arquivo pessoal

Vítima tinha 25 anos e foi socorrido com vida, mas morreu no hospital

 

CARRO SERIA ROUBADO PARA SER VENDIDO 

Rafael Soares foi vítima de assalto na porta de casa. Ele era empresário do setor de transporte bovino. O foco dos criminosos era roubar o carro da vítima, um Corolla, além do caminhão para transporte de gado e o dinheiro da venda dos animais.

Segundo o delegado Baretta, após o roubo que não deu certo, a intenção era vender o carro da vítima no Maranhão por um valor abaixo do preço de mercado. 

"Roubam em Teresina e levam para cidades do Maranhão para clonagem dos veículos, inclusive, com alteração do chassi. Assim, um carro que custa R$ 100 mil, vendem por R$ 5 ou R$ 10 mil", finaliza o coordenador do DHPP destacando a periculosidade dos envolvidos que, mesmo após o latrocínio do empresário, continuaram praticando crimes. 

 

Graciane Araújo
[email protected]

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