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Ex-PM acusado de matar radiologista é preso por agredir mulher

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O ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros, de 26 anos, que é acusado de matar o técnico em radiologia Rudson Vieira Batista da Silva, foi preso na terça-feira (18) em um supermercado na zona Sul de Teresina. O mandado de prisão foi cumprido Delegacia Estadual de Captura (Decap) e diz respeito a um processo por agressão contra uma mulher em um condomínio da zona Leste da capital. 

Segundo o processo a vítima, uma mulher de 52 anos, foi tentar ajudar uma jovem que seria namorada do suspeito após perceber que estava ocorrendo uma briga bastante acalorada entre os dois em agosto deste ano. Ela aconselhou a jovem a chamar a polícia e pedir ajuda. Logo depois, o suspeito teria tentado arrombar a porta da residência da mulher com chutes, e teria feito ameaças. Ele teria até mesmo usado um extintor de incêndio para quebrar a porta, onde acabou conseguindo entrar.

A vítima se escondeu em um banheiro, e relatou que recebeu ameaças de morte e muitos xingamentos. Com o celular ela conseguiu pedir ajuda, mas antes de alguém chegar, ela relatou que ele conseguiu abrir um buraco na porta do banheiro, onde entrou e agrediu ela com socos e tapas. Ela chegou tentar correr, mas foi aplicado um golpe conhecido como mata-leão, além de murros, onde o suspeito Max Kellysson teria parado apenas quando apareceu um vizinho. 

Após a agressão ele fugiu e a vítima entrou na Justiça com pedidos de medida protetiva e mandado de prisão que acabou sendo expedido.

Ele foi localizado na terça-feira em um supermercado. Policiais da Decap a paisana foram até o local e realizaram a prisão. Logo depois foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Teresina.

“A prisão ocorreu ontem em um supermercado na Avenida Barão. Quando recebemos o mandado de prisão chegou na Decap, por tentativa de homicídio. Sendo que a gente já estava há uns 30 dias tentando prender ele, porque tinha outro mandado de prisão expedido por um homicídio em 2019 em um bar, mas ele conseguiu revogar o mandado de prisão preventiva, só que agora surgiu um novo mandado por esse outro caso. Ele estava mais relaxado, então conseguimos localizar e prender ele”, afirmou o delegado Eduardo Aquino.

Foto: Reprodução

Caso do radiologista

O radiologista Rudson Vieira Batista da Silva, de 32 anos, foi assassinado na madrugada do dia 2 de dezembro de 2019, após uma discussão com Max Kellysson, que na ocasião ainda era policial militar.

Foto: Arquivo Pessoal 

O caso aconteceu em um bar no bairro Buenos Aires. O policial estava armado e fez disparos contra a vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu no dia 7 de dezembro daquele ano.

Chegou a ser expedido mandado de prisão, mas ele ficou foragido e nesse tempo conseguiu, no dia 10 de outubro, uma decisão do desembargador Pedro de Alcântara, do Tribunal de Justiça do Piauí, que revogou a prisão preventiva, após a defesa alegar que não ocorreu intimação sobre a expedição do mandado.


 

Bárbara Rodrigues
[email protected]

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