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Governo decreta estado de emergência ao chegar a 38 casos de microcefalia

O Governo do Estado decretou situação excepcional de emergência em saúde pública no Piauí pelo período de 180 dias - o período servirá para a execução de ações necessárias ao combate do mosquito Aedes aegypti e ao controle das doenças que ele transmite, dengue, chikungunya e zika, além da contenção de ocorrência do número elevado dos casos de microcefalia. Serão investidos R$ 5,5 milhões nas ações.

O Decreto 16.327/2015 possibilita a execução imediata do plano de ação. “Nós temos esse assustador aumento dos casos de microcefalia, onde as crianças têm grande possibilidade de terem várias deficiências, precisando de equipe de multiprofissionais e uma rede de reabilitação que seja fortalecida. Precisamos, acima de tudo, que os municípios ponham em campo seus agentes de saúde e de endemia, que os meios de comunicação sensibilizem a população. Estamos diante da zika, que traz relação com a microcefalia. O que está nas nossas mãos, gestores estaduais municipais, é o futuro dos nossos piauienses”, disse o secretário de Estado da Saúde, Francisco Costa.

O plano de contingência tomou por base o aumento dos casos de microcefalia com evidência confirmada pela Fiocruz da relação com a zika vírus, que também é transmitida pelo Aedes aegypti, com registro até 25/10/2015 de 423 casos suspeitos e 36 casos cofirmados.

Segundo o diretor da Unidade de Vigilância e Atenção à Sáude (DUVAS), Herlon Guimarães, o número de notificações teve recentemente uma queda devido à redução do tamanho do perímetro encefálico determinado como corte pelo Ministério da Saúde que era de 33 cm para 32 cm. “No início da investigação, buscamos as ocorrências de microcefalia com até 33 cm, que era a medida preconizada pelo Ministério da Saúde e também para não nos escapar nenhum caso. Mas, com a redução da medida para 32 cm, o número de casos suspeitos caiu pela metade e continuou o número confirmado de 36 casos”, disse o diretor.

Dentre as ações do plano de contingência estão apoiar e assessorar os municípios no sentido de desenvolver atividades de prevenção, como mobilização de alunos da rede pública de ensino, substituição de reservatórios domésticos de água por cisterna urbana; criar gabinetes de monitoramento de crise. Outras medidas visam o aparelhamento dos municípios,  como manter a frota de veículos e equipamentos de fumacê para combater a epidemias e promover ampla capacitação em atualização de manejo clínico para profissionais da saúde.

O próximo passo será reunir os órgãos e municípios, para dar início à execução das ações previstas no plano.

 


Jordana Cury
Com informações da Sesapi
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