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Em uma semana, sobe para 56 número dos casos de microcefalia confirmados no Piauí

Em uma semana, seis novos casos de microcefalia foram confirmados em bebês no Estado do Piauí. O número pulou de 50 para 56 registros. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. Já são 145 casos notificados.

A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (16), em novo boletim epistemológico sobre a distribuição dos casos notificados da doença no país. 

A região nordeste concentra 79,5% dos casos notificados. Com relação aos nove estados, o Piauí ocupa a 5ª posição no total de casos confirmados, perdendo apenas para Pernambuco (256), Bahia (200), Paraíba (87), Rio Grande do Norte (81).  Os demais estados são Ceará (49), Maranhão (43), Alagoas (35) e Sergipe (26).  Nacionalmente, o Piauí também ocupa a 5ª posição. 

No Brasil, os dados apontam a notificação de 6.480 casos. Desses, 863 estão confirmados, 1.349 descartados e 4.268 em investigação.  O total faz referência aos casos de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita nos anos de 2015 e 2016.  

Os 863 casos confirmados ocorreram em 327 municípios, localizados em 19 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. 

A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos como o Zika Vírus, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

Os dados são divulgados conforme a Convenção Internacional para Distribuição dos dados epidemiológicos por Semana Epidemiológica, aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Mortes por microcefalia
No último boletim, a Secretária de Saúde informou que está analisando seis mortes de bebês relacionadas à microcefalia nos municípios de Teresina, Betânia do Piauí, Cocal e Nossa Senhora dos Remédios. Segundo a Sesapi, apenas um dos casos foi confirmada a associação com o Zika Vírus. 

Gestantes 
O Boletim divulgado hoje também destaca que as gestantes precisam adotar medidas para reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, como, por exemplo, eliminar criadouros, proteger-se da exposição de mosquitos mantendo portas e janelas fechadas ou usando teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Carlienne Carpaso
Com informações do Ministério da Saúde
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