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Amariles confirma que Teresina investiga seis mortes suspeitas de gripe H1N1


A médica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), confirmou ao Cidadeverde.com que são seis casos suspeitas de morte por H1N1, registrado na capital. O governo do Estado divulgou boletim e confirmou apenas dois casos de morte suspeita pela doença no Piauí.

Amariles, no entanto, esclarece que foram duas mortes de pacientes residentes em Teresina e os outros casos são de municípios piauienses e de outros Estados. 

“Não sei os dados do governo do Estado, o que sei é que são 18 casos suspeitos de H1N1 residentes em Teresina, sendo seis óbitos suspeitos. As mortes são pacientes de Teresina, do interior do Estado e até de outros Estados registrados em hospitais da capital”, esclareceu a diretora. 

O número de mortes no País provocadas pelo vírus H1N1 subiu de 71 para 102, em uma semana, o equivalente a um aumento de 43%. Novo boletim do Ministério da Saúde, com dados coletados até 2 de abril, mostra que a maioria dos óbitos ocorreu em cidades do Estado de São Paulo – 70 ao todo.

Os casos da doença também aumentaram de forma significativa no período. Em uma semana, o total de ocorrências no País de Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma complicação da gripe, associada ao H1N1, passou de 444 para 686 – uma alta de 54%. Dos casos identificados da síndrome neste ano, 78% estão concentrados em São Paulo – foram 534.

Vírus chegou antes do esperado

Este ano, houve uma antecipação da temporada de gripe no Brasil. O esperado para seria ter o pico de casos no mês de julho, mas o país vem registrando casos desde o início do ano.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte.

Antecipação da vacina

Por causa disso, o Ministério da Saúde antecipou a distribuição das vacinas contra influenza e liberou que os estados iniciassem a aplicação antes da campanha nacional de vacinação, prevista para começar em 30 de abril.

 

Flash Yala Sena (Com informações do Ministério da Saúde)
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