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Militares do Exército iniciam combate ao mosquito nos bairros de Teresina

Com o início do período chuvoso, a preocupação com os vírus transmitidos pelo Aedes Aegepti continua. O Exército Brasileiro vai ajudar no combate à Zika, Chicungunya e a Dengue a partir desta terça-feira(03) em 12 bairros da capital. 

São 90 militares que passaram por capacitação realizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e estão aptos a identificar os focos do mosquito. 

De acordo com o comandante do 2º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), tenente coronel Alessandro da Silva, os militares precisam de autorização dos moradores para entrar nas casas. 

“Nossos militares juntamente com os agentes de saúde da FMS entrarão nas casas, desde que seja autorizada nossa entrada, para que possamos ser identificar os focos de proliferação da Zika, da Dengue e da Chincungunya. A experiência do ano passado foi positiva, tendo em vista que a população normalmente recebe bem os nossos militares e isso facilita o trabalho”, destaca. 

O comandante destaca que a população não deve esperar somente pelo trabalho do Exército e dos governos e também procurar eliminar os vetores. “A população tem que se conscientizar que dentro da sua casa e próximo aos escritórios e seus locais de trabalho é importante a ação para combater o mosquito”, ressalta. 

Veja a programação do Exército nos bairros da zona Sul: 

Santo Antônio de 3 a 6 de janeiro
Angelim I 9 a 20 de janeiro
Angelim II e Angélica 23 de janeiro a 03 de fevereiro
Parque Sul e São Lorenzo de 6 a 10 de fevereiro
Parque Jacinta, Juliana e Brasilar 13 a 15 de fevereiro
Esplanada 16, 17 e 20 de fevereiro
Portal da Alegria e Pedra Miuda 23, 24 de fevereiro e 1 a 4 de março  

 

Caroline Oliveira
carolineoliveira@cidadeverde.com

BID investe na busca de respostas para combater o vírus Zika

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Estudantes e especialistas em epidemiologia e Big Data (estudo sobre grande volume de dados) se unem a partir de hoje (2), na cidade do Rio de Janeiro, para explorar o potencial dos dados e da tecnologia na busca de soluções no combate ao vírus zika.

O evento colaborativo Alerta Zika é uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), a Secretaria Municipal de Saúde e o Lab.Rio, da prefeitura carioca.

Durante dois dias, serão explorados os fatores epidemiológicos, ambientais e sociais que explicam o avanço da doença. O objetivo é desenvolver algoritmos e gerar visualizações que mostrem valor na solução do desafio. “Quando a epidemia de zika surgiu, em 2015, muitos cidadãos procuraram as redes sociais para encontrar aconselhamento e remédios. É possível que, monitorando as conversas no Facebook ou Twitter, possamos detectar o avanço da epidemia”, disse Antonio Moneo, especialista em dados abertos do BID.

Dentre os desafios, está o de prever se haverá novo surto de zika no próximo verão, na capital fluminense. De acordo com a subsecretária de Promoção de Vigilância e Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Betina Durovni, os mais de 30 mil casos de zika, registrados na cidade, no ano passado, pode se repetir no ano que vem. “É importante que possamos nos antecipar a uma nova epidemia, se quisermos contê-la”, disse ela.

No início da pandemia (epidemia ampliada em uma região maior, coninental) achava-se que o vírus era transmitido apenas por picada do mosquito. Recentemente, descobriu-se que também é transmitido através de outros canais – como relações sexuais, por exemplo –, como explica estudo feito pela FGV, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

A especialista em saúde do BID, Diana Pinto, destacou que “a evidência emergente sobre as consequências neurológicas severas associadas ao vírus Zika , tanto em bebês como em adultos, colocou em xeque os sistemas de saúde na América Latina, pois a capacidade para tratamento e reabilitação desses problemas é limitada”.

A equipe vencedora que apresentar o melhor projeto será convidada a apresentar os resultados no evento Aula BID,  na próxima segunda-feira (5), sobre os principais desafios da região. Um representante das três equipes vencedoras participará de seminário sobre o vírus no primeiro trimestre de 2017, na sede do BID, em Washington, nos Estados Unidos.

A iniciativa Alerta Zika surgiu a partir do projeto Zika SmarterCrowdsourcing, que discutiu soluções palpáveis para questões relacionadas às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, chikungunya e zika.

Fonte: Agência Brasil

BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de combate ao zika

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de combate ao Aedes aegypti. 

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para a saúde pública, evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec. 

Diagnóstico 

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença.

O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, dengue e chikungunya com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Combate 

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya. 

Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

Pesquisa 

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública.

Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

Piauí tem 10 cidades em alerta para surto de dengue, zika e chikungunya

Foto: PAHO/WHO

 

 

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que o Piauí tem 10 municípios em estado de alerta contra casos de dengue, zika e chikungunya. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quinta-feira (24). 

De acordo com o estudo, os municípios piauienses em estado de alerta contra as doenças causadas pelo mosquito são: Milton Brandão, Pedro II, Monsenhor Hipólito, Alvorada do Gurgueia, Regeneração, Lagoa do São Francisco, Bonfim do Piauí, Buriti dos Montes, Pio IX e Cocal.  

O levantamento mostra, também, que outros 53 municípios piauienses, incluindo Teresina, estão em situação satisfatória contra as incidências dengue, zika e chikungunya.[Veja lista completa]

O Levantamento do Ministério do Saúde explica que o estudo é considerado ferramenta fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti. Com base nas informações coletadas na pesquisa, o gestor pode identificar o tipo de depósito predominante e priorizar medidas para conter a proliferação do vetor no município.

Ao todo  2.284 municípios de todas as regiões dos país participaram da pesquisa. O estudo foi realizado entre outubro e novembro de 2016. 

Izabella Pimentel (especial para o cidadeverde.com)
redacao@cidadevede.com 

Combate à zika e ao Aedes aegypti terá R$ 23 milhões do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinará R$ 23 milhões ao plano de enfrentamento da epidemia de zika elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão usados no desenvolvimento de kits de diagnóstico e em ações de combate ao transmissor do vírus, o mosquito Aedes aegypti.

As verbas são parte da linha de financiamento Funtec, de projetos de pesquisa. Os recursos são não reembolsáveis, ou seja, não precisam ser devolvidos pela Fiocruz ao banco.

O projeto da Fiocruz prevê o desenvolvimento de três testes de diagnóstico diferentes dos já existentes no mercado. Já as verbas destinadas ao combate ao vetor deverão ser aplicadas no uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão da dengue, zika e chikungunya. Também há uma pesquisa que busca utilizar o próprio mosquito como veiculador de larvicida.

Fonte: Agência Brasil

Brasil mantém emergência nacional em saúde pública por causa da zika

Um ano após declarar emergência nacional em saúde pública em razão do aumento de casos de microcefalia associados ao vírus Zika, o governo brasileiro decidiu manter a situação. A declaração foi dada hoje (18) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante coletiva de imprensa.

“O Brasil vai manter a situação de emergência, porque as consequências da microcefalia são muito graves. O Brasil está acumulando conhecimento muito amplo sobre o vírus Zika, por meio de inúmeras pesquisas que estamos financiando. E nós entendemos que, como somos o país com maior incidência, devemos manter ampla vigilância para dar segurança à população.”

Barros pediu ainda que a população ajude no combate ao Aedes aegypti, sobretudo diante da iminência do verão brasileiro. A meta, segundo ele, é destruir focos do vetor. “É preciso que cada cidadão assuma sua responsabilidade e ajude a combater os focos do mosquito. É assim que podemos ter um melhor resultado para a toda a sociedade brasileira”.

Fonte: Agência Brasil

ONU lança campanha informativa de combate a doenças associadas ao Zika

A Organização das Nações Unidas (ONU) lança hoje (16) a campanha Mais Direitos, Menos Zika, que visa a promoção do acesso à informação sobre os meios de prevenção da doença e sobre os direitos da população. O enfoque da mobilização é nos direitos humanos como centro do combate aos efeitos do vírus.

A campanha vai distribuir materiais com informações sobre as formas de prevenir a infecção pelo Zika, mostrando os insumos e tratamentos aos quais a população tem direito e ainda quais os meios de reclamação, caso esses direitos sejam negados.

O movimento é uma iniciativa do Fundo de População da ONU (UNFPA), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), além de entidades parceiras da sociedade civil.

A campanha tem apoio dos governos do Reino Unido, do Japão e do Canadá.

Histórico

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. Até o segundo semestre do ano passado, o que se sabia sobre a doença era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão e no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika. Ao todo, 2.016 crianças tiveram a confirmação da síndrome.

Fonte: Agência Brasil

Piauí reduz casos de dengue em 31%, e Sesapi se reunirá com prefeitos eleitos

O Estado do Piauí reduziu em 31% os casos de dengue de 2015 para 2016, segundo boletim epidemiológico divulgado hoje (9) pela Secretaria de Estado da Saúde. Em 2016 foram 5.111 casos de dengue até agora e, no mesmo período de 2015, foram notificados 7.472 casos. Os dados são referentes a 154 municípios.

De acordo com Herlon Guimarães, diretor de vigilância em epidemiologia, apesar da redução, o momento não é de comemoração e sim de continuar os cuidados. 

"A gente poderia estar comemorando, mas seria bom mesmo não ter nenhum caso. Continuamos em vigilência e pedimos à população que continue combatendo os criadouros do mosquito [Aedes aegypti]", declarou.

Ele destacou ainda que a Sesapi se reunirá com os prefeitos eleitos que assumirão em 2017, para que as políticas públicas de prevenção sejam mantidas. 

"Vamos trazer os novos gestoress para discutir a questão, porque o saneamento básico é de suma importência no combate", explicou.

Zika e Chikungunya

Apesar de mantém a redução dos casos, foi notificado um óbito por dengue, no município de Teresina. Em relação à febre Chikungunya, foram 2.184 casos notificados, em 71 municípios, sendo 1.308 confirmados. Também foi registrado um óbito por Chikungunya. Já os casos de zika, foram 228 casos, em 30 municípios.

Os dados de microcefalia totalizaram 191, sendo que 83 foram descartados e dois estavam relacionados ao zika vírus. Foram notificados 14 óbitos relacionados à microcefalia, sendo que oito foram confirmados e seis descartados.

 

Maria Romero com informações de Marcelo Fontenele
redacao@cidadeverde.com

Mayaro: mais um vírus transmitido pelo Aedes aegypti que pode se espalhar

Os microrganismos também lutam pela sobrevivência de suas respectivas espécies. Procuram se adaptar das maneiras mais incríveis possíveis para não desaparecer. É o que está acontecendo atualmente com um vírus chamado Mayaro. Não é um vírus novo. Foi identificado pela primeira vez em 1954 e existe em regiões silvestres aos redores da  região Amazônica.

Nas últimas semanas, pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti, em um menino de 8 anos, com febre e dores abdominais. Concluiu-se, portanto, que este vírus pode estar se espalhando pelo continente.
 
O grande problema é que este vírus  possivelmente tenha se adaptado. Antes era transmitido apenas por mosquitos vetores silvestres e agora aparentemente pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos que já estão espalhados pelo mundo: Aedes aegypti principalmente, e o Aedes albopictus. Se isso se confirmar, há muitas razões para nos preocuparmos, uma vez que o Aedes está fortemente presente em todo o território nacional. Este vírus provoca  uma doença semelhante à chikungunya. Chama-se Febre do Mayaro. 
 
Quais os sintomas da Febre do Mayaro?

Os sintomas  são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores  nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. 
 
Como saber se é dengue, zika, Mayaro ou chikungunya?
Pelo quadro clínico pode ser difícil diferenciar. Só os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto. No menino de 8 anos do Haiti suspeitou-se inicialmente de dengue ou chikungunya. Mas os testes vieram negativos e o de Mayaro confirmou ser positivo.
 
Há vacina ou tratamento específico para a febre do Mayaro?
Não. Até o momento não há nem vacina nem tratamento específico. O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas. A evolução em geral é bastante favorável.
 
Já foram confirmados casos de febre do Mayaro no Brasil?
Sim. Entre dezembro de 2014 e junho de 2015 foram confirmados 197 casos  de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata por atividades de trabalho ou lazer. O Estado de Goiás registrou 66 casos até fevereiro de 2016 e o Datasus não possui mais dados atualizados deste ano. Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana.
 
Qual é a melhor forma de se proteger da febre do Mayaro?
Claro que as medidas que todos conhecemos para evitar a proliferação dos mosquitos são fundamentais e importantíssimas. Mas em um país continental e tropical, com chuvas e calor, essa tarefa é praticamente impossível. Por isso evitar as picadas são uma forma eficiente para garantir proteção. Isso pode ser feito com telas nas janelas, mosquiteiros nas camas,  principalmente nos berços do bebês pequenos e repelentes de mosquitos transmissores. Vale reforçar  que os repelentes indicados pela Organização Mundial de Saúde são a Icaridina, o DEET e o IR 3535.
 
Para lembrar: o Aedes vive só 45 dias, voa no máximo em um raio de 300 metros de onde nasceu e, para transmitir uma doença,  tem que picar primeiro uma pessoa contaminada para depois picar uma susceptível. Parece impossível “pegar” uma destas doenças, em se tratando de um mosquito de 0,5cm de comprimento e aparentemente “frágil”. Mas a realidade está aí para provar o contrário.  Podemos mata-lo com a palma de nossas mãos. Mas ele certamente também nos pode matar com uma picada imperceptível. Por isso, protejam-se!

Crédito da foto: Reuters/Jaime Saldarriaga
Fonte: Bem Estar 

Campanha nacional de mobilização contra o Aedes começa neste mês

O governo federal retoma no dia 20 deste mês as mobilizações para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika. O objetivo é conscientizar a população para a importância da eliminação do inseto transmissor das doenças, um ano após a epidemia que surpreendeu o Brasil ao relacionar o vírus Zika em grávidas a bebês nascidos com microcefalia.

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

 

Com a esperança de que o auge das transmissões de zika tenha ocorrido em 2015, o governo estima que neste ano o número de casos seja menor. A confirmação da expectativa, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, vai depender da participação da sociedade na eliminação dos focos do mosquito e em um trabalho articulado entre o governo federal, os estados e municípios.

No próximo dia 20, tem início uma campanha de divulgação em rádio e TV para sensibilizar os brasileiros a participarem do combate ao inseto.

As escolas de todo o país serão envolvidas nas atividades e, no próximo dia 25, será realizado o Dia Nacional de Combate ao Mosquito. Depois dessa data, a intenção é que todas as sextas-feiras se tornem dias de mobilização.

O ministro da Saúde informou que o Ministério da Educação vai orientar as instituições de ensino para que reservem os últimos 10 minutos das aulas de sexta a conscientizarem as crianças sobre a eliminação do mosquito. Durante as férias escolares, a meta é que os imóveis sejam vasculhados uma vez a cada semana em busca das larvas do Aedes.

“Já são R$ 80 milhões em larvicidas e equipamentos de pulverização para todo o território nacional. A gente tem que lembrar que o mosquito é pequeno, mas as consequências podem ser muito grandes”, alertou Ricardo Barros.

De acordo com o ministro, 160 mil pessoas já estão treinadas para o combate ao inseto e a intenção é que 500 mil pessoas atuem no combate aos focos do Aedes. Barros se reuniu com outros ministros  nesta quinta-feira (3) para discutir o assunto. Um novo encontro será realizado na semana que vem para promover uma força tarefa contra o mosquito.

A mobilização nacional contará com o apoio das Forças Armadas. 

Fonte: Agência Brasil

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