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Campanha leva conhecimento sobre autismo às escolas de Piracuruca

Despertar para o acompanhamento e esclarecer a população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são alguns dos objetivos da campanha de conscientização desenvolvida pela Secretaria de Educação de Piracuruca em todas as escolas do município.

Nesta quarta-feira (5), pais e familiares de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Missionária Débora Machado participaram de uma palestra sobre o transtorno, que celebrou, no último dia 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos.

De acordo com a diretora do Centro, Fátima Vilarinho, o trabalho de levar informações e orientações para dentro da escola é bastante oportuno por ser tratar de uma doença muito presente nas salas de aula do município.

“Hoje, das 12 crianças diagnosticadas com necessidades especiais na nossa escola, quatro estão no espectro do autismo. Elas recebem acompanhamento com psicólogas e com uma equipe de professores com formação em psicopedagogia. Por isso, esta é uma ação de grande importância para a escola, pais e familiares, pois abrange o cuidar e o dia a dia das nossas crianças”, explica.

Segundo Régia Fontenele, coordenadora da campanha, a inclusão das pessoas com a doença depende de um esforço conjunto que envolve toda a população e deve começar dentro da sala de aula.  Para a educadora, Piracuruca é uma das poucas cidades que tem um trabalho específico de acompanhamento do autismo no Piauí, apesar de o transtorno ser um problema crescente em todo o Estado.

“A Rede Municipal de Ensino sempre se preocupou em abordar o problema de forma mais aprofundada e isso se intensificou porque nos últimos anos vínhamos recebendo um número cada vez maior de alunos com autismo. Queremos que as nossas escolas tenham uma educação especializada, com professores capacitados e que façam a diferença em relação ao conhecimento da população em torno desse transtorno”, conclui.

 

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